05
Fev 15

Salário de vedetas cai 334 mil euros na RTP

A RTP reduziu o salário dos seus apresentadores em 22% desde o início de 2013, o que significa uma poupança anual de 334,4 mil euros, revelou ao CM Alberto da Ponte, o presidente da empresa pública que esta semana abandonará o cargo. Numa carta aberta, o gestor faz mesmo questão de mencionar este facto: "As muitas vezes denominadas ‘vedetas da RTP’ aceitaram reduzir de forma significativa a sua remuneração." Entre estas estrelas estão nomes como o de Catarina Furtado (25 para 15 mil), Fernando Mendes (20 para 15 mil), Jorge Gabriel (15 para 10 mil), Sílvia Alberto (corte de 12 para seis mil) e Sónia Araújo (redução idêntica). Segundo sabe o CM, entre as vedetas da RTP com salários elevados estão ainda José Carlos Malato (14 mil), Herman José (11 mil), Tânia Ribas de Oliveira (10 mil), Marta Leite Castro e Vanessa Oliveira (ambas recebem aproximadamente 5 mil). Entretanto, os resultados provisórios de 2014 revelam que a RTP recebeu 164,9 milhões de fundos públicos (queda de 29,3 milhões), já os gastos totais foram de 212,9 milhões. Aqui destaque para a subida de 15,6 milhões nos custos de grelha (para 84,1 milhões) e para a quebra de 4,9 milhões nos gastos com pessoal (total de 75,8). Já o lucro será de 37 milhões de euros.

fonte: http://www.cmjornal.xl.pt/t

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24
Jul 12

Presidente da RTP beneficia de regime de excepção salarial

Guilherme Costa e José Araújo e Silva vão manter os salários equivalentes à ponderação média dos últimos três anos nos lugares de origem antes de ingressarem no Estado.

O Diário da República publica hoje que foi aceite o pedido dos dois gestores para poderem beneficiar do regime de excepção previsto no Estatuto do Gestor Público quando aplicado aos sectores empresariais do Estado em ambientes de concorrência.

Instada a comentar e a esclarecer quais os montantes anuais a que teriam direito Guilherme Costa - cuja remuneração anual relevante é a obtida enquanto antigo presidente do ICEP até 2007 - e José Araújo e Silva, que apenas agora chega à administração da RTP, proveniente da Caixa Geral de Depósitos, fonte oficial da estação pública de televisão declinou fazer quaisquer comentários.

fonte_:http://economico.sapo.pt/

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19
Abr 12

RTP quer ser exceção a tetos salariais nas empresas públicas

O Conselho de Administração (CA) da RTP quer ser exceção ao teto salarial para os gestores das empresas públicas e enviou um pedido ao Ministério das Finanças para não ficar sujeito ao limite de 6.850 euros mensais, que os colocaria ao nível da retribuição do primeiro-ministro. A Comissão de Trabalhadores reage, dizendo que autorizar esta exceção seria «um escárnio».

Numa carta aberta ao ministro das Finanças, a Comissão de Trabalhadores da empresa comenta a notícia publicada esta quinta-feira no «Diário Económico» e considera que a administração da RTP «pede assim a V. Exa. que, na forma simbólica de vencimentos superiores, reconheça à gestão do CA mais mérito do que ao Governo e, concretamente, mais do que ao primeiro-ministro».

Na mesma missiva, a comissão que representa os trabalhadores diz que a Administração não «se encontra à altura do privilégio que agora requereu e a que outros gestores, da CGD e da Empordef, aparentemente preferiram renunciar».

Nós, que trabalhamos nesta empresa, sabemos que este CA deixou a introdução da TDT nas mãos da Portugal Telecom, parte interessada e suspeita, que viciou todo o processo. O resultado está hoje à vista, com a TDT transformada numa máquina de fazer dinheiro e não, como na generalidade dos países europeus, numa oportunidade para fazer chegar
gratuitamente mais e melhor televisão a mais públicos.

Sabemos também que o CA embarcou num processo de audimetrias que desacredita o trabalho de todos nós, que deflaciona o número de espectadores da RTP e prepara desse modo o caminho para a privatização a preço de saldo.

A CT ficou a saber do pedido «para a continuação do despesismo e das mordomias» pelo jornal e lembra que «os trabalhadores da RTP já manifestaram anteriormente o seu repúdio por este desgoverno e insistiram na necessidade de fixar o vencimento máximo da empresa em 6.890 euros, tal como está previsto no Acordo de Empresa».

Os trabalhadores entregaram também ao CA, há mais de um mês, uma moção aprovada em plenário, reclamando dele que requeresse junto do Governo a abertura de uma exceção aos cortes salariais, segundo o modelo que fora seguido, entre outras empresas públicas, na TAP. «O CA não respondeu a essa pretensão dos trabalhadores e tratou, pelo contrário, de pedir uma exceção para si próprio», comenta.

«Saiba, sr. Ministro que os trabalhadores da RTP, tendo ouvido as suas recentes declarações em Washington, sobre a necessidade de uma justa repartição dos sacrifícios, consideram que um CA a receber vencimentos superiores aos do primeiro-ministro seria um escárnio para essas declarações, emitidas perante uma plateia incapaz de cotejá-las com a realidade. E seria, para o Governo, uma vergonha», conclui.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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