Salários no Porto estão cada vez mais alinhados com os de Lisboa

Já não constitui grande surpresa que os salários pagos na região do Grande Porto são em média mais baixos do que os pagos na Grande Lisboa. A curiosidade agora é que essa diferença tem vindo a esbater-se.

De acordo com um estudo do Hay Group, em 2012, fazendo as contas à soma da retribuição-base - incluindo salário, subsídio de almoço e diuturnidades - e da retribuição variável - que inclui bónus, prémios, comissões e distribuição de lucros -, na região do Grande Porto pagou-se 4% abaixo da média nacional, enquanto os salários em Lisboa ficaram 4% acima, o que perfaz uma diferença de oito pontos percentuais entre a média retributiva das duas cidades.

Mas, apenas dois anos antes, essa diferença tinha sido de 13 pontos percentuais. Na altura, os salários em Lisboa estavam 7% acima da média nacional, enquanto os do Porto ficavam 6% abaixo.

A responsável do Hay Goup pela realização de estudos salariais em Portugal, Tânia Silva, explicou-nos que a queda desta diferença salarial se deve "sobretudo ao facto de ter sido em Lisboa que ocorreram os maiores cortes salariais".

Quer isto dizer que a reposição de pessoal, por saídas voluntárias e reformas, é feita a custos mais baixos. Ou seja, as empresas que antes pagavam 100 (a título de exemplo) para determinadas funções, hoje conseguem substituir quem as desempenha por 60 ou 70, devido ao desemprego e à lei da oferta e da procura, explica a consultora.

É nas funções administrativas e operativas que as diferenças salariais entre as duas cidades são mais altas, já que ficam 6% abaixo da média nacional no Porto e 6% acima em Lisboa, enquanto na região Norte a diferença é de 19%. Já as funções executivas recebem apenas menos 1% no Porto e mais 5% em Lisboa.

O estudo foi realizado em outubro de 2012 com 205 das maiores empresas do país (54% em Lisboa e 16% sediadas no Porto), a maioria das quais (67%) multinacionais e com um volume de negócios superior a 40 milhões de euros (55%), muitas delas empregando um número de trabalhadores superior a 400 (27%).

Benefícios equilibram
O documento observa ainda que, contando com benefícios, como automóvel, seguros de saúde, telemóvel e planos de pensões, o Porto encontra-se apenas 1% abaixo da média salarial, o que acontece "porque as empresas sediadas no Porto sentem maior necessidade de deslocação", implicando maiores despesas com combustíveis que são contabilizadas como benefícios.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

publicado por adm às 21:28 | comentar | favorito