21
Fev 13

Saiba quanto ganham os banqueiros do BCE

Banco Central Europeu (BCE) gastou com pessoal de 184,6 milhões de euros. O presidente Mario Draghi encaixou mais de 374 mil euros. Já o vice-presidente, o português Vítor Constâncio, recebeu em 2012 um salário de 320.688 euros.


O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, ganhou no ano passado mais de 374 mil euros. Já o vice-presidente do BCE, o português Vítor Constâncio, recebeu em 2012 um salário de 320.688 euros, o segundo valor mais alto. 

Antes de partir para Frankfurt, em 2010, Vítor Constâncio era o governador do Banco de Portugal, cargo no qual recebia cerca de 250 mil euros anuais. Segundo notícias da imprensa portuguesa, datadas de 2009, Constâncio era na altura o terceiro líder de um banco central mais bem pago do mundo, apenas atrás dos governadores dos bancos centrais de Hong Kong e de Itália. 

Tal como Vítor Constâncio e os restantes membros do conselho executivo do BCE, Mario Draghi beneficiou de um aumento salarial de 0,8% face a 2011. Segundo dados avançados pela agência noticiosa Europa Press, Draghi tem ainda direito uma residência oficial que é propriedade da instituição que define a política monetária na Zona Euro. 

O italiano ganhou, em 2012, um pouco mais do que o seu homólogo do Banco de Inglaterra, Mervyn King (350.997 euros), enquanto o presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos da América, Ben Bernanke, recebeu um salário de 151.288 euros. 

Em termos gerais, no ano passado, o BCE apresentou gastos com pessoal de 184,6 milhões de euros, que incluem salários, outros gastos sociais, prémios de seguros e gastos diversos com funcionários. 

Este valor representa uma subida homóloga de 6,6% face aos 173,1 milhões de euros registados nesta rubrica em 2011. 

Em 2012 e em 2011, o aumento salarial dos membros do conselho executivo do BCE foi de 0,8%, depois de terem beneficiado de aumentos de 2% em 2010, de 2,5% em 2009 e de 1,9% em 2008.

fonte:http://rr.sapo.pt/i

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05
Fev 13

Patrões querem poder baixar salários

O presidente da Associação Industrial Portuguesa, José Eduardo Carvalho, defendeu esta terça-feira que é preciso corrigir "os três pecados originais do programa de ajustamento" financeiro de Portugal, bem como reduzir os custos salariais e fiscais das empresas.

José Eduardo Carvalho, que falava na cerimónia do 176.º aniversário da AIP, em Lisboa, disse, aos jornalistas à margem da iniciativa, que "há uma grande rigidez nos custos" das empresas, sublinhando, por exemplo, que "é impensável haver uma redução dos custos de eletricidade nos próximos anos".

Quanto aos custos salariais, José Eduardo Carvalho destacou uma divergência entre aquilo que é permitido ao Estado e às empresas em matéria de redução salarial.

"Aquilo que é permitido ao Estado - que é reduzir custos salariais - não é permitido às empresas. Não defendemos isso de forma generalizada, mas, em processos de reestruturação e quando há acordo com os trabalhadores, tem de se arranjar forma de isso acontecer", explicitou.

"É difícil negociar acordos de redução de salários nem que seja temporária", disse ainda o dirigente, reiterando que "preciso trabalhar" pelo lado dos custos salariais, mas também fiscais.

Questionado sobre se a redução da Taxa Social Única (TSU) pode ser uma solução, o presidente da AIP disse que essa medida "não é a solução milagrosa para o problema, mas ajuda a provocar um choque de competitividade".

José Eduardo Carvalho referiu ainda que, tendo Portugal a segunda maior taxa nominal de impostos sobre o rendimento das empresas, "Portugal perde atratividade fiscal e vai ter dificuldade em captar investimento", pelo que - defendeu - é fundamental encontrar uma solução.

Para o presidente da AIP, urge combater "os três pecados originais do programa de ajustamento" financeiro de Portugal: "o processo de desalavancagem do sistema financeiro", que deve ser "mais suave" para não ter tanto impacto no tecido empresarial.

Nesta matéria, José Eduardo Carvalho referiu que o stock de crédito às pequenas e médias empresas (PME) teve reduções de 9.000 milhões num ano, o que "é muito significativo".

O segundo "pecado original" do programa, defende o presidente da AIP, é a ausência de um "processo específico de recapitalização das empresas", à semelhança do que se fez para a banca.

"O capital social de 90% das PME [Pequenas e Médias Empresas] não suporta o pagamento de duas semanas de um diretor comercial na China", argumentou.

Finalmente, acrescentou o líder da AIP, é necessário "conciliar a consolidação orçamental com choques de competitividade", pelo que é preciso debater "como é que uma economia como a portuguesa, com uma taxa de câmbio sobreavaliada e com câmbios fixos, consegue crescer".

fonte:http://www.jn.pt/P

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02
Fev 13

Empresas travam a fundo nos aumentos salariais e contratam cada vez mais barato

A contenção salarial é a melhor perspetiva que os portugueses poderão ter no médio prazo. Os exemplos demonstram-no. A EDP, com lucros acima dos mil milhões em 2012, chegou a propor aos seus trabalhadores um aumento salarial de 0,3% em 2013, subindo depois para 1%. A Portugal Telecom, outra empresa de dimensão internacional, congelou os salários em 2012 e 2013. Só mesmo os duodécimos vão disfarçar, para alguns, uma perda real no salário líquido. A Comissão Europeia estima que as remunerações (salário em dinheiro e outras formas de compensação) tenham caído 2,9% em Portugal no ano transato, avançando 1,5% em 2013. No entanto, os especialistas e representantes de vários sectores contactados pelo Dinheiro Vivo traçam um cenário mais pessimista para este ano. 

Segundo o Banco de Portugal, o rendimento disponível das famílias - montante líquido após impostos e eventual recebimento de prestações sociais - caiu um total de 12,1 pontos percentuais entre 2011 e 2013, já contando com a previsão para este ano. Estar empregado pode ser uma mais-valia em 2013, mas a progressão remuneratória vai restringir-se a nichos profissionais.

"Se há profissão que, na crise, tem condições para se defender é a de engenheiro porque tem armas e competências suficientes para ir para o estrangeiro", afirma Carlos Matias Ramos, bastonário da Ordem dos Engenheiros. Segundo um estudo do PageGroup, as empresas portuguesas recrutaram, em 2012, mais engenheiros para projetos de curta duração, optando muitas vezes por contratos a termo certo. No entanto, quando o contrato é permanente, a perda é notória. Diz o estudo que um diretor de operações pode receber até 5000 euros brutos por mês. Um engenheiro de processos e métodos ou de qualidade pode apenas auferir até 2000 mil euros. "É claro que ninguém quer sair do seu país, mas não havendo possibilidades cá, têm condições para exercer a profissão com qualidade e, por isso, estão a ser muito chamados para fora", sublinha Matias Ramos. "Em 2012, havia 300 a 400 cursos com nome de engenharia, mas quando entrei eram 600. O mercado vai ajudar à criação de emprego, mas é preciso estabelecer uma estratégia porque o mercado só usa o que lá se põe". Segundo a agência de recrutamento Hays, um engenheiro projetista em início de carreira na construção ganhava 914 euros em 2008 e agora fica-se pelos 839 euros.

"Os advogados ressentem-se da crise económica, porque é verdade que há mais casos, mais complexos e mais demorados, mas os clientes estão empobrecidos para conseguirem pagar os honorários", explica Rogério Alves, advogado e ex-bastonário da Ordem. "Acredito que a carga fiscal será menor [dentro de dois ou três anos] e não a atual absolutamente absurda, o que permitirá às pessoas pagarem o que é justo pelo trabalho dos advogados", acrescenta. "Os nossos salários têm estado congelados desde 2005, e depois em 2011 sofreram uma redução que seria entre 3,5% e 10%, que no nosso caso eram para quase todos de 10%. As outras componentes, como o subsídio de insularidade e de compensação, sofreram uma redução de 20%", lamenta Rui Cardoso, presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, logo acrescentando a perda do subsídio de Natal e férias, em 2012, que afetou toda a função pública.

Os médicos dizem que estão todos a ganhar menos do que ganhavam há alguns anos. A Hays refere o exemplo do clínico geral em início de carreira que ganhava 2197,87 euros há cinco anos e que agora reduziu para 2013,79 euros. "Não faz sentido dizer que um médico ganha bem. Há gente que leva para casa 1800 euros ao fim de muitos anos de trabalho, e a fazer 35 horas por semana e 12 de urgência", explica Merlinde Madureira, presidente do Sindicato dos Médicos do Norte. O governo negociou com os sindicatos um acordo para os médicos que vão entrar na carreira. Estes passarão a receber 2700 euros brutos, cumprem 40 horas semanais e 18 horas de urgência - e não as 12 que eram a norma. Do lado dos enfermeiros, o desapontamento é geral. "Não tem havido qualquer evolução. Isto significa que os enfermeiros têm as progressões nas carreiras congeladas desde 2005 e as promoções desde 2011. Houve uma negociação para a evolução da carreira, e ficou determinado que o salário em início de carreira deveria ser de 1200 euros", afirma Guadalupe Simões, presidente dos Sindicatos dos Enfermeiros Portugueses. Mas o congelamento de progressões irá criar uma injustiça relativa: um enfermeiro com 27 anos de serviço ganhará somente mais 200 euros do que um colega em início de carreira.

No caso da banca, o acordo coletivo de trabalho (ACT) foi denunciado pelos patrões. O líder do Sindicato dos Bancários do Norte, Mário Mourão, lembra que, quando a banca começou a não atualizar as tabelas salariais - um funcionário pode ganhar desde 736,78 euros, no início de carreira, até aos 2723 euros, segundo a tabela geral do ACT -, os sindicatos "mostraram-se compreensivos e aceitaram, desde que o volume de emprego fosse mantido, o que não se verificou". O BCP, o BPN, o Barclays e o Montepio, entre outros, avançaram com despedimentos e rescisões. Mário Mourão considera que, assim sendo, "é tempo de a banca se sentar à mesa e negociar", até porque têm "registado elevados lucros". No BCP, o salário mais alto é de 5255 euros e na CGD é de 4012 euros, embora neste último caso os funcionários tenham sofrido os cortes da função pública, que chegaram aos 15%.

Na construção civil, um operário qualificado ganha, no máximo, 545 euros mensais. Mas, em tempos de prosperidade do sector, estes trabalhadores "levavam para casa outro tanto, ou mais, em horas extraordinárias", o que hoje não acontece, afirma Albano Ribeiro, presidente do Sindicato da Construção de Portugal. Garante mesmo que "já há empresas a impor reduções salariais" de modo a evitarem despedimentos. Segundo o sindicato, não falta quem esteja a pagar apenas o salário mínimo nacional (485 euros), o que considera inexplicável. "É um trabalho duro, feito ao frio e à chuva, não há razão nenhuma para que não lhes pagassem, no mínimo, 750 euros ao mês". No entanto, Reis Campos, presidente da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário, recusa que a redução de salários seja uma tendência no sector. Segundo a Hays, um diretor de obra ganhava nos primeiros anos de carreira 1399 euros em 2008, passando a 1198 euros em 2012.

Segundo a Egor, uma das empresas de recrutamento mais antigas a trabalhar no mercado português, há uma baixa das remunerações que ronda os 30% entre 2008 e 2012. "Um profissional que há oito anos era contratado por 3 mil euros hoje será por 2 mil. E nem estou a falar de impostos", afirma Amândio da Fonseca, diretor da Egor. O mercado parece estar a beneficiar a contratação de desempregados, uma vez que as empresas podem pagar salários mais baixos a esses candidatos. "Mesmo em multinacionais de produtos de grande consumo (caso da Colgate ou Panrico, entre outras), um estagiário recém-licenciado ganha à volta de 1000 euros", diz Nuno Troni, manager para área Comercial e Marketing da empresa de recrutamento Michael Page. Segundo a sua experiência, licenciados em Economia, Gestão ou até Engenharia pela Universidade Nova, ISEG, Católica ou Universidade Técnica têm alto grau de empregabilidade. E profissões ligadas à exportação e tecnologias de informação conseguem melhores ordenados. "Há um aumento óbvio de saídas para Angola, Moçambique e Brasil especialmente. E isso tem sido o que tem sustentado as agências de recrutamento, porque cá o mercado está mesmo parado. As empresas não estão a contratar e quando o fazem, o salário é o critério", explica Amândio da Fonseca, da Egor.

 

fonte.http://www.dinheirovivo.pt/

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11
Nov 12

Salário médio está em queda desde 2009

Ordenado médio reduziu-se 4,5% nos primeiros nove meses deste ano

O salário médio dos portugueses reduziu-se 4,5 por cento nos primeiros nove meses deste ano e está em queda desde 2009, segundo dados do Banco de Portugal (BdP).

Estes valores são relativos à base de dados do BdP de transferências bancárias para pagamento de remunerações do trabalho. Estes números não são absolutos, mas captam uma fatia relevante dos salários dos trabalhadores por conta de outrem.

Entre janeiro e setembro, o salário médio mensal (incluindo os subsídios de férias distribuídos pelos nove meses) medido por estas transferências foi de 1.014 euros, um valor 4,5 por cento inferior ao do mesmo período do ano passado. 

Em 2011, o salário médio já caíra 3,6 por cento relativamente ao ano anterior; em 2010, a quebra foi de 0,4 por cento. O último ano em que o salário subiu, segundo estes dados do BdP, foi 2009, escreve a Lusa.

Estes cálculos são contudo contrariados pelos números mais recentes incluídos no boletim estatístico do Ministério da Solidariedade e da Segurança Social, relativos a outubro de 2011. Estes valores apontam para uma tendência de crescimento, embora modesto, do ganho médio mensal entre 2008 e 2011.

A Comissão Europeia divulgou nas suas últimas estimativas dados sobre a evolução das remunerações em Portugal, no âmbito das suas previsões de Outono. Segundo a Comissão, depois de um forte aumento em 2009 (5,2 por cento), as remunerações reais caíram nos últimos três anos - e a quebra deverá ser particularmente forte em 2012 (-5,1 por cento). 

A Comissão espera que as remunerações subam ligeiramente este ano (0,6 por cento), mas voltem a decrescer em 2014 (-0,9 por cento).

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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07
Nov 12

Salários reais dos portugueses vão aumentar em 2013

Depois de forte queda este ano, os salários reais voltarão a aumentar em 2013, em 0,6%, o dobro do registado na zona euro, diz Bruxelas.

Os salários reais dos portugueses vão voltar a aumentar em 2013, depois de uma queda brutal este ano. Segundo as previsões económicas da Comissão Europeia hoje divulgadas, os salários reais sobem 0,6% em 2013, depois de uma queda de 5,1% este ano.

Um aumento que está em linha com o aumento da produtividade esperada para 2013 mas que é o dobro do registado na zona euro (0,3% em 2013 e 2014), um facto que aparentemente contraditório com a percepção de crise e que pode ser parcialmente explicado pela devolução dos subsídios aos funcionários públicos.

De qualquer forma, será sol de pouca dura porque em 2014, os salários reais voltarão a cair 0,9%. Nas previsões de Bruxelas, o maior fosso registado nos salários é sem dúvida este ano que agora finda, embora não haja nenhum sinal de recuperação significativa nos próximos anos.

Na Alemanha, os salários reais crescem entre 1% este ano e 1,3% em 2014, ou seja face a Portugal há um crescente reequilíbrio da competitividade medida pelo factor salário, sobretudo entre 2011 e 2012.

O consumo privado em Portugal vai continuar a recuar em 2013, passando de 1% nas anteriores previsões para 1,7% agora, mas nada que se compare com a queda de 5,9% registada este ano. Bruxelas projecta uma recuperação deste indicador para 0,2% em 2014.

A produtividade do trabalho estará em 2013 em média da zona euro, mas em 2014 voltará a ficar meio ponto abaixo, enquanto os custos unitários do trabalho aumentam 0,9% em 2013 e caiem 0,1% em 2014

fonte:http://economico.sapo.pt/

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01
Nov 12

Salário médio emagrece 150 euros/mês em 2013

Ordenado médio em Portugal ficou pouco acima dos 800 euros este ano

A redução do número de escalões de IRS vai penalizar - e muito os salários dos portugueses. Os vencimentos médios líquidos vão cair 150 euros por mês em 2013. 

Segundo as contas do «Correio da Manhã», se este ano, depois da retenção na fonte e dos descontos para a Segurança Social, quem ganha mil euros brutos recebeu 800 líquidos (-20%), em 2013 ganhará apenas 654 euros líquidos em 2013. São menos 34,6%, o que representa uma perda efetiva de 146 euros

E, em Portugal, o salário médio de facto não passou dos 808 euros este ano.

Mais exemplos: um ordenado bruto de 1.400 euros (1.000 líquidos este ano) cairá para 880 euros líquidos em 2013, menos 120 euros (uma queda 37,1%); quem recebe 2.250 euros brutos e este ano encaixava 1.500 líquidos, em 2013 vê caírem na conta apenas 1.291 euros líquidos, menos 209 eurosdo que este ano.

Já um ordenado de 3.200 euros brutos (2.000 líquidos)emagrece 281 euros em 2013, para 1.719 euros.

E assim sucessivamente: num vencimento de 3.800 euros brutos - 2.300 líquidos este ano - para o ano o trabalhador vai receber menos 341 euros (o encaixe mensal será de 1.959 euros).

Dos 3.000 euros líquidos auferidos por mês este ano, há queretirar 481 euros ao salário em 2013 - só irá receber 2.519 euros. E, em relação ao salário líquido de 3.500 euros deste ano, perdem-se 577 euros, para 2.923 líquidos.

Esta drástica perda de rendimento não conta ainda com outros impostos, como o IVA a pagar pelas compras no supermercado ou o IMI, imposto único de circulação, etc.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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31
Out 12

Critérios para estender aumentos salariais já foram publicados

Os instrumentos que permitem estender a todo um sector as condições negociadas entre patrões e sindicatos foram hoje publicados em Diário da República.

 Entre as condições negociadas, consta normalmente o aumento dos salários mínimos aplicáveis a cada categoria de trabalhadores.

Para promover a moderação salarial, o Governo comprometeu-se com a ‘troika' a não publicar qualquer portaria de extensão até que estivessem conhecidos os critérios para essa extensão. No entanto, ainda publicou algumas portarias no decurso da legislatura, o que mereceu um reparo da Comissão Europeia.

Tal como o Diário Económico já tinha noticiado, as portarias de extensão só serão publicadas se essa extensão for requerida por, pelo menos, uma associação sindical e outra patronal. Ainda assim, a associação patronal deve representar pelo menos 50% dos trabalhadores do sector no âmbito geográfico, pessoal e profissional. Este critério só será afastado se o pedido de extensão excluir asmicro, pequenas e médias empresas, que são a grande parte do tecido empresarial português. O critério dos 50% também cai quando o pedido de extensão feito por patrões e sindicatos apenas tem o objectivo de abranger os trabalhadores não sindicalizados das empresas que assinaram a convenção colectiva.

Por outro lado, a resolução hoje publicada também deixa claro que as cláusulas de natureza pecuniária (nomeadamente os aumentos dos salários mínimos de cada profissão) só terão efeito retroactivo ao primeiro dia do mês de publicação da portaria de extensão em Diário da República. Até aqui, os efeitos retroactivos podiam reportar-se a meses anteriores.

A definição de critérios para a publicação de portarias de extensão era considerada prioritária no memorando de entendimento. O documento devia ter sido apresentado até Setembro mas, de acordo com a última revisão do memorando, só foi aprovado em Conselho de Ministros a 10 de Outubro. A resolução foi hoje publicada em Diário da República e produz efeitos a partir de amanhã.

fonte:http://economico.sapo.pt

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05
Out 12

Salário dos professores portugueses é dos mais baixos do euro

Os professores portugueses estão entre os docentes europeus cujos salários foram mais afetados pela crise económica, segundo um relatório divulgado esta sexta-feira, em Bruxelas, pela Comissão Europeia.

De acordo com o relatório sobre os salários e subsídios dos professores e diretores de escolas na Europa, em 2011/2012, elaborado pela rede Eurydice, 16 dos 32 países analisados reduziram ou congelaram os salários dos professores, como consequência da situação económica.

Os professores da Eslovénia, Espanha, Grécia, Irlanda e Portugal foram os mais afetados pelas restrições orçamentais e as medidas de austeridade, segundo o documento, divulgado por ocasião do Dia Mundial dos Professores, escreve a Lusa.

Em Portugal, os salários dos professores foram reduzidos e o pagamento dos subsídios de férias e de natal foi suspenso, tal como aconteceu com os funcionários públicos.

A Grécia reduziu o salário de base em 30% e deixou de pagar subsídios de Natal e Páscoa, a Irlanda cortou os salários dos novos professores em 13% em 2011 e os salários dos nomeados após 31 de janeiro deste ano sofreram uma redução de 20% e, em Espanha, os salários dos professores e funcionários do setor público sofreram cortes de 5% em 2010 e deixaram de ser ajustados à inflação.

É preciso 34 anos ou mais para alcançar salário máximo

Segundo o relatório, o salário máximo dos professores com maior antiguidade é, em regra geral, duas vezes superior ao salário mínimo dos recém-chegados e são necessários, em média, 15 a 25 anos para atingir o salário máximo.

Em Portugal situa-se acima desta média e, juntamente com Espanha, Itália, Hungria, Áustria e Roménia, pertence ao grupo de países onde «são necessários 34 anos ou mais para alcançar o salário máximo».

Na Bulgária, em Chipre, na Estónia, em França, na Hungria, na Itália, na Letónia, na Lituânia, no Reino Unido, na Croácia e no Liechtenstein os salários dos professores permaneceram ao mesmo nível ou sofreram cortes ligeiros.

Já na Eslováquia, na Islândia, na Polónia e na República Checa foi registado um aumento salarial desde meados de 2010, enquanto na Roménia os salários do pessoal docente estão a voltar ao nível anterior à crise.

«Os salários e as condições de trabalho dos professores devem ser uma prioridade para aliciar os melhores a optar pelo ensino e seguir a carreira docente», defendeu a comissária para a Educação, a Cultura, o Multilinguismo e a Juventude, Androulla Vassiliou, em comunicado.

Os relatório da rede Eurydice analisa a situação salarial em 32 países (os Estados-membros da União Europeia, Croácia, Islândia, Noruega, Turquia e Liechtenstein) e incluiu os professores com horário completo e habilitação própria e os diretores de estabelecimentos de ensino do pré-primário, primário e secundário.

A rede Eurydice é uma rede europeia que compila e difunde informação comparada sobre as políticas e os sistemas educativos europeus.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/e

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5 horas rendem 566 € a médicos

Os médicos e o Governo preparam um acordo quanto ao salário a pagar a especialistas em início de carreira, apesar de ainda existirem divergências noutros pontos, como o número de doentes que os médicos de família devem ver em 40 horas – Ministério da Saúde quer 2100 – e das negociações não terem terminado ontem como o previsto.


Este acordo pressupõe que os médicos passem de 35 para 40 horas de trabalho e que façam 18 horas por semana nas Urgências, em vez de 12 por um salário de 2746 euros brutos, o que corresponde a um aumento de 25,9%. A conta é simples de fazer: actualmente, um médico em início de carreira recebe 1853 euros, mas uma vez que vai passar a fazer mais cinco horas deveria auferir 2180 euros. No entanto, o Governo está disponível para pagar mais 566 euros.

Fonte ligada ao Governo garante que o Ministério da Saúde não ultrapassará o orçamento, uma vez que poupa nas horas extraordinárias. Segundo a mesma fonte, "as horas que os médicos agora vão fazer a mais eram antigamente feitas como horas extraordinárias e pagas como tal". Isto porque, na mesa das negociações, está também uma redução de 50% do valor pago por hora no trabalho extraordinário.

Quem também minimiza são os médicos, que garantem não se tratar de um aumento de salário. Argumentam que se trata de algo novo, que não estava regulamentado. Adiantam que fazem mais horas nas Urgências e menos horas extras desde o ano passado, altura em que o Ministério da Saúde deu orientações aos hospitais para cortarem no trabalho extra.

Sobre o número de doentes que o ministério quer que os médicos de família vejam, o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) alerta para alguns riscos: "A proposta apresentada afectará a qualidade da prática clínica [...] com a inerente repercussão na relação médico-paciente." As negociações continuam dia 9.

PROFISSIONAIS DE SAÚDE ABRANGIDOS PELA MOBILIDADE

Segundo as Grandes Opções do Plano (GOP) do Governo, médicos e enfermeiros vão passar a fazer serviço de Urgência, na mesma região onde estão colocados, mas em diferentes hospitais. O argumento é que assim poderão dar resposta às carências de especialistas. O Ministério da Saúde afirma que a gestão da mobilidade dos médicos "traduz uma intenção programática do Governo" e que a sua referência nas GOP não pretende interferir nas negociações com os sindicatos.

fonte:http://www.cmjornal.xl.pt/


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03
Out 12

Médicos aceitam salário de 2.746 euros para trabalhar 40 horas

Sindicatos e Governo chegam a acordo sobre a nova organização do trabalho médico.

Todos os médicos que forem contratados a partir de 2013 serão recrutados por concurso público, terão um horário semanal de 40 horas e um salário em início de carreira de 2.746 euros brutos.

Porém, terão de trabalhar 18 horas por semana nas urgências, contra as actuais 12 horas, e as compensações pagas pelo trabalho aos fins-de-semana, feriados e trabalho nocturno vão cair para metade. Estas são as principais medidas negociadas entre o Ministério da Saúde e os sindicatos do sector, que deverão ficar fechadas na reunião de amanhã.

As novas contratações dos médicos deixam assim de ser feitas por contrato individual de trabalho - o que actualmente dá liberdade para as administrações hospitalares fixarem o valor da remuneração dos clínicos - passando a ser feitas por concurso público.

A oferta salarial de início de carreira será comum a todos os médicos, independentemente da especialidade. Segundo fonte sindical, o salário em início de carreira corresponderá à posição 45 da tabela remuneratória da Administração Pública, ou seja, 2.746 euros brutos.

A última posição, ou seja, o topo da carreira médica, corresponderá à posição 90 da tabela, ou seja, a uma remuneração de 5.053 euros.

Esta nova grelha será aplicada apenas a novas contratações, mantendo-se as carreiras antigas. Ou seja, os médicos em regime de 42 horas ficam na mesma situação. Porém, os actuais clínicos que têm o regime das 35 horas semanais poderão transitar para a nova grelha das 40 horas de trabalho semanais. Mas a transição para a nova grelha será feita de forma faseada, pelo menos durante o programa de ajustamento financeiro, devido aos encargos orçamentais.


De acordo com a dirigente da Federação Nacional dos Médicos (FNAM), Pilar Vicente, desde 2009 que não há concursos públicos para recrutamento de médicos, sendo todos os clínicos recrutados através de contrato individual de trabalho, o que permite grandes disparidades remuneratórias para as mesmas funções. "Em média, o salário em início de carreira andará pelos 3.500 euros nos contratos individuais, mas sem direito a progressão na carreira, existindo muitas diferenças remuneratórias", disse Pilar Vicente ao Diário Económico.

Mais horas nas urgências,
metade das compensações

Ao que tudo indica, os sindicatos e o Ministério da Saúde deverão também acordar na reunião de amanhã as alterações ao tempo de trabalho nas urgências. As horas obrigatórias dos médicos no serviço de urgência passam das actuais 12 horas por semana para 18 horas.
Por outro lado, segundo fontes sindicais, o Governo decidiu aceitar a proposta dos sindicatos para manter o limite da idade para serviço nas urgências nos 50 anos.

Por outro lado, os sindicatos recusam a proposta do Ministério da Saúde sobre o corte para metade do pagamento das horas extraordinárias. A proposta do Governo estabelece uma redução em 50% das remunerações por hora correspondentes a modalidades específicas de trabalho, como horas extraordinárias feitas em dias úteis, fins-de-semana ou feriados, bem como trabalho nocturno.

Caso o acordo seja assinado, as nova organização do trabalho médico permitirá uma redução substancial dos seis milhões de horas extraordinárias que são hoje realizadas pelos médicos.

Contacto pelo Diário Económico, o gabinete de Paulo Macedo esclareceu apenas que "as negociações continuam a decorrer e que ainda há pontos em aberto".

A reunião marcada para amanhã à tarde será a última entre a FNAM, o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) e a equipa de Paulo Macedo, depois de vários meses de negociação, com vários avanços e recuos durante o processo negocial. As negociações, que tinham sido interrompidas antes da greve geral dos médicos de 11 e 12 de Julho, foram retomadas no dia seguinte à paralização. As reuniões deviam ter terminado em Agosto, mas foram prolongadas na expectativa de um entendimento. No final do último encontro, a 19 de Setembro, Governo e sindicatos anunciaram uma aproximação de posições. 

 

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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