17
Jan 16

Salário líquido da função pública aumenta 2% em janeiro

O ordenado líquido dos funcionários públicos vai aumentar cerca de 2% em janeiro, face ao mês de dezembro, depois das reduções nos cortes salariais e na sobretaxa introduzidas pelo Governo, segundo simulações da consultora PricewaterhouseCoopers (PwC) para a agência Lusa.

De acordo com as contas da consultora, um funcionário público que receba 1.600 euros mensais brutos vai receber em janeiro mais 22,87 euros líquidos (2,08%) do que dezembro, enquanto um que receba 2.000 euros mensais ganhará apenas mais 2,61 euros (0,19%).

Nos ordenados mais altos, um trabalhador do setor do Estado com um salário bruto de 3.000 euros por mês vai auferir mais 50,84 euros líquidos (2,95%) e um outro com um ordenado de 4.000 euros mensais vai levar para casa mais 54,97 euros ‘limpos’ (2,55%).

Estas conclusões têm em conta a entrada em vigor, com o início do ano, da redução de mais 20% no corte salarial que os funcionários públicos têm desde 2011, bem como da redução progressiva da sobretaxa em sede de Imposto sobre o Rendimento de pessoas Singulares (IRS), quando no ano passado era de 3,5% para todos os níveis de rendimento.

A PwC também fez simulações para a variação do rendimento para os funcionários do setor privado, tendo em conta apenas a variação da sobretaxa, e entre os quatro exemplos apresentados pela consultora é possível concluir que o aumento no salário líquido em janeiro face a dezembro ronda 1%.

No setor privado, um trabalhador que receba 800 euros mensais vai receber mais 5,89 euros em janeiro do que em dezembro (0,83%), outro com rendimento mensal de 1.600 euros vai ganhar mais 16,91 euros (1,42%), um que receba 3.000 euros mensais vai auferir mais 25,77 euros (1,33%) e, por fim, um funcionário com um ordenado mensal de 4.000 euros vai ter um aumento de 10,88 euros (0,44%).

Os funcionários públicos têm a sua remuneração reduzida desde 2011, pela aplicação de cortes progressivos entre os 3,5% e os 10% aos salários acima dos 1.500 euros.

Em 2015, o governo PSD/CDS-PP repôs 20% da totalidade desses cortes salariais, sendo que, este ano, o novo executivo PS vai repor a fatia de 80% a um ritmo de 25% em cada trimestre, o que permite que os trabalhadores do setor público recebam integralmente os respetivos vencimentos em outubro.

Por outro lado, o Governo decidiu eliminar a sobretaxa em 2016 para os contribuintes do escalão mais baixo de rendimentos e torná-la progressiva para os escalões seguintes, mantendo-a inalterada para os rendimentos acima de 80.000 euros.

Os contribuintes que aufiram até 7.070 euros não pagarão sobretaxa em 2016, os do segundo escalão (entre os 7.000 e os 20.000 euros anuais) vão pagar uma sobretaxa de 1% e os do terceiro escalão (entre os 20.000 e os 40.000 euros) terão uma sobretaxa de 1,75%.

Já os contribuintes que têm rendimentos anuais entre 40.000 e 80.000 euros pagarão uma sobretaxa de 3% este ano e os que ganhem mais de 80.000 euros por ano continuarão a pagar uma sobretaxa de 3,5%.

Nas simulações, a PwC tem em conta contribuintes casados, dois titulares de rendimento, e com um dependente (cenário que abrange também os contribuintes não casados).

Entre os considerandos da consultora está ainda o aumento do salário mínimo para 530 euros e a manutenção das taxas de retenção na fonte para 2016 (são iguais às taxas aplicáveis para o ano 2015).

As simulações foram efetuadas tendo em consideração que o subsídio de Natal é pago em duodécimos, também no setor privado, porque caso os trabalhadores optem pelo pagamento do subsídio de Natal por inteiro o mês de dezembro não seria comparável com o de janeiro.

Simulações da Pwc para os funcionários públicos:

Rendimento bruto mensal: 1.600 euros
Em janeiro de 2016, um funcionário público que receba 1.600 euros brutos mensais vai levar para casa 1.122,34 euros líquidos, mais 22,87 euros ou 2,08% do que os 1.099,47 euros que levou em dezembro de 2015.

O corte salarial é reduzido de 44,80 euros para 33,60 euros, o que faz com que a retenção na fonte mensal (incluindo o duodécimo de subsídio de Natal) aumente dois euros para 323 euros e as contribuições para a ADSE e para a Caixa Geral de Aposentações, que incidem sobre o rendimento bruto, subam de 244,29 euros para 246,06 euros.

No caso da sobretaxa, que neste escalão de rendimentos é reduzida de 3,5% para 1%, o trabalhador pagava 20,04 euros em dezembro e agora passa a pagar 5,53 euros (incluindo duodécimos).

Rendimento bruto mensal: 2.000 euros
Em janeiro de 2016, este funcionário público vai levar para casa praticamente o mesmo que levava em dezembro: o seu ordenado ‘limpo’ sobe para 1.319,33 euros, mais 2,61 euros (ou 0,19%) do que os 1.316,72 euros que levou no final do ano.

O corte salarial é reduzido de 56 euros para 42 euros, o que faz com que a retenção na fonte mensal (incluindo o duodécimo de subsídio de Natal) aumente 25 euros, para 481 euros, e as contribuições para a ADSE e para a Caixa Geral de Aposentações, subam de 305,37 euros para 307,57 euros.

No caso da sobretaxa, que neste escalão de rendimentos é reduzida de 3,5% para 1,75%, o trabalhador pagava 27,91 euros em dezembro e em janeiro vai pagar 13,27 euros.

Rendimento bruto mensal: 3.000 euros
Este funcionário vai receber em janeiro 1.771,60 euros líquidos, mais 50,84 euros ou mais 2,95% do que os 1.720,76 ‘limpos’ que ganhou em dezembro.

Este trabalhador vê o seu corte salarial descer de 184 euros para 138 euros e a sobretaxa que lhe é aplicada recuar para 1,75%.

Em retenções na fonte de IRS, este trabalhador vai pagar agora 858 euros, quando em dezembro pagou 844 euros e em descontos para a ADSE e CGA vai desembolsar 449,57 euros, mais 7,22 euros do que em dezembro.

Rendimento bruto mensal: 4.000 euros
Em janeiro de 2016, um funcionário público que receba 4.000 euros brutos mensais vai levar para casa 2.210,64 euros líquidos, mais 54,97 euros ou 2,55% do que os 2.155,67 euros que levou em dezembro de 2015.

O corte salarial é reduzido de 312 euros para 234 euros, o que faz com que a retenção na fonte mensal (incluindo o duodécimo de subsídio de Natal) aumente 25 euros, para 1.227 euros, e as contribuições para a ADSE e para CGA, que incidem sobre o rendimento bruto, subam de 579,32 euros para 591,58 euros em janeiro.

No caso da sobretaxa, que neste escalão de rendimentos é reduzida de 3,5% para 3%, o trabalhador pagará 50,91 euros em janeiro, menos 7,73 euros do que em dezembro.

Simulações da PwC para o setor privado:

Rendimento bruto mensal: 800 euros
Este trabalhador deixará de pagar sobretaxa em sede de IRS e, por isso, vai receber mais 5,89 euros em janeiro (0,83%), o que eleva o seu ordenado líquido para 715,34 euros.

Em dezembro, este trabalhador auferia ‘limpos’ 709,45 euros, pagando 5,43 euros da retenção na fonte da sobretaxa do IRS do seu ordenado, mais 0,46 euros da retenção feita sobre o duodécimo do subsídio de Natal e de férias.

Rendimento bruto mensal: 1.600 euros
Este funcionário vai receber em janeiro 1.207,27 euros líquidos, mais 16,91 euros ou 1,42% do que os 1.190,36 ‘limpos’ que ganhou em dezembro.

Com uma redução 3,5% para 1%, a retenção na fonte da sobretaxa feita sobre o ordenado passa de 21,49 euros para 5,89 em janeiro e a que é feita sobre os duodécimos desce de 1,81 euros em dezembro para 0,50 euros em janeiro.

Rendimento bruto mensal: 3.000 euros
Este trabalhador vai ganhar mais 25,77 euros (1,33%) em janeiro do que em dezembro, quando auferiu 1.941,91 euros líquidos.

Com a redução da sobretaxa de IRS para 1,75% no seu escalão de rendimentos, a retenção na fonte feita nesta taxa (incluindo os duodécimos dos dois subsídios) diminuiu de 50,59 euros para 24,82 euros.

Rendimento bruto mensal: 4.000 euros
Em janeiro de 2016, este funcionário vai levar para casa mais 10,88 euros (0,44%), ou seja, 2.501,06 euros.

No caso deste trabalhador, a sobretaxa desce 0,5 pontos percentuais, para 3%, o que faz com que a retenção na fonte da sobretaxa de IRS passe a ser 59,60 em janeiro, quando era 70,48 euros em dezembro.

 

fonte:http://www.tvi24.iol.pt/

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15
Ago 14

Salários dos funcionários públicos voltam a ter cortes este ano

Cortes da era Sócrates regressam e são revertidos em 20% no próximo ano. Reduções remuneratórias de 2016 em diante foram chumbadas pelo Tribunal Constitucional.

Os funcionários públicos vão voltar a ter cortes salariais este ano. Ainda não se sabe ao certo quando começarão a ser aplicados - tudo vai depender do processo legislativo. Certo é que em 2015 os cortes serão revertidos em 20% e que de 2016 em diante foram chumbados - pelo menos nos moldes que o Governo queria.

A data de entrada em vigor dos cortes salariais acima de 1.500 euros ainda este ano estará dependente da rapidez com que o diploma for corrigido no Parlamento. É que o Governo terá de limpar o decreto-lei das inconstitucionalidades encontradas pelos juízes conselheiros do Tribunal Constitucional. Em causa está a norma que previa a reversão dos cortes entre 2016 e 2018.

Os juízes consideraram que entre 2016 e 2018, não estava prevista uma "redução faseada", o que implicava que, em última análise, durante este período os cortes poderiam manter-se iguais aos aplicados em 2015. "Uma medida que tem uma natureza absolutamente excepcional não pode ser uma medida normal dentro de uma estratégia permanente orçamental", defendeu Joaquim de Sousa Ribeiro, presidente do Tribunal Constitucional.

Os salários dos funcionários públicos - que estão sem cortes desde Junho - mantêm-se sem qualquer redução até à entrada em vigor deste decreto-lei.

O diploma recupera os cortes de 2011, da era de José Sócrates. Esta medida impõe cortes de 3,5% nos salários mensais brutos entre 1.500 e 2.000 euros mensais. A partir deste valor, o corte é progressivo até 4.165 euros, fixando-se em 10% daí em diante. 

A medida vale cerca de 34 milhões de euros em termos líquidos por cada mês de aplicação até ao final deste ano e visa compensar o chumbo do TC aos cortes agravados que foram aplicados entre Janeiro e Maio (acima de 675 euros). 

A partir de 2015, haverá uma reversão de 20% do corte. Esta medida vale cerca de 378 milhões de euros.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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18
Jun 14

"Salários encolheram cerca 14% na função pública"

Os funcionários públicos viram os salários encolher cerca de 14% durante os três anos do programa da “troika”. As contas são do economista Eugénio Rosa.

Num estudo que vai apresentar esta quinta-feira, o quadro da CGTP explica que chegou a esta percentagem “juntando o efeitos dos preços, o efeito dos cortes nominais e o efeito do aumento de impostos”.

O economista diz ainda, em declarações à Renascença, que o Estado poupou cerca de oito mil milhões de euros com as medidas aplicadas na função pública, entre 2010 e 2014.

Para chegar a este número somou várias parcelas, designadamente “o congelamento de carreiras, congelamento dos salários, corte nas remunerações, aumento generalizado do trabalho gratuito na função pública e a redução dos trabalhadores da função pública neste período em cerca de 100 mil”.

As contas
Nestas contas, a parcela com maior peso é a dos cortes dos salários e dos subsídios, que resultaram numa poupança para o Estado na ordem dos 2.700 milhões de euros.

O congelamento dos salários permitiu poupar 340 milhões de euros por ano, cerca 1.350 milhões de euros em quatro anos.

O congelamento das carreiras representa, em média, uma redução nos aumentos de 40 milhões por ano, 160 milhões em quatro anos, explica Eugénio Rosa.

O aumento do horário laboral na função pública traduziu-se em 117 milhões de horas, anualmente, sem qualquer compensação para os trabalhadores, o que significa uma poupança de 743 milhões de euros.

A saída de 100 mil trabalhadores da função pública, nos últimos anos, representou uma redução na despesa de 2.160 milhões de euros.

O aumento das contribuições para o subsistema de saúde ADSE, a redução para metade do pagamento das horas extraordinárias, em 2012, e a redução para um quarto, em 2013 e 2014, foram outros factores que permitiram uma poupança de cerca de 8 mil milhões de euros. 

O estudo elaborado por Eugénio Rosa, a que a Renascença teve acesso, vai ser apresentado esta quinta-feira, em Lisboa, no âmbito de um colóquio promovido pelo Centro de Estudos Sociais, da Universidade de Coimbra.

fonte:http://rr.sapo.pt/in

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12
Out 13

Salários que ficaram em nível transitório das tabelas arriscam duplo corte

Os funcionários públicos que em 2008 ficaram numa posição transitória na tabela remuneratória arriscam a uma dupla penalização com o corte salarial que está a ser desenhado para o próximo Orçamento do Estado. Porque a este deverá juntar-se a eliminação da norma que garantia uma subida de pelo menos 28 euros na primeira mudança de nível remuneratório.

 

Na mudança do regime até aí em vigor para a nova tabela remuneratória única, muitos funcionários públicos ficaram em “níveis” transitórios porque o seu salário não tinha correspondência nos valores que a partir daí passaram a ser considerados para as várias carreiras. Nas contas dos sindicatos, cerca de metade dos trabalhadores da administração pública terão ficado nesta situação. Na altura ficou garantido que estes níveis intermédios passariam automaticamente para duas posições remuneratórias à frente caso a diferença de valor com a seguinte fosse inferior a 28 euros.

Com a nova tabela salarial única que o Governo quer por em campo em 2014 deverá cair por terra esta garantia. E a medida acabará por abranger a maioria dos que ficaram nestes níveis intermédios já que, como sublinha José Abraão, do Sintap/Fesap, a indexação da progressão na carreira ao resultado da avaliação de desemprenho com sistema de quotas para as notas de “excelente” e “muito bom” fez com que poucos tivessem conseguido progredir.

A isto, estes funcionários públicos deverão somar o corte salarial que vai começar a ser aplicado a partir de 2014. A ordem de grandeza desta redução só deverá ficar este domingo, no Conselho de Ministros extraordinário, assim como o patamar de salários que passam a ser afetados.  Esta nova redução salarial deverá cortar a despesa com salários em mais cerca de 500 milhões de euros, além da redução já obtida com o corte de 2011.

O Governo contava poupar já este ano  cerca de 48 milhões de euros com o novo sistema de requalificação, mas este está ainda longe de entrar em vigor. A nova versão do diploma deveria ter sido votada ontem na Assembleia da República. mas foi adiada já que Assunção Esteves decidiu aceitar um requerimento do PCP a pedir para que a proposta seja sujeita a discussão em sede Comissão, por entender que esta não se limita a expurgar as normas chumbadas pelo Tribunal Constitucional.

 

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/E

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02
Set 13

Salário de funcionários em mobilidade especial pode ser reduzido em mais de 50%

Para contornar o chumbo do Tribunal Constitucional ao regime de qualificação, o Governo estuda a hipótese de uma redução mais agressiva do salário destes trabalhadores.


O Governo está a ponderar um corte ao salário dos funcionários públicos que estão na mobilidade especial que pode ultrapassar bastante os 50%. 

A informação é avançada por uma fonte governamental, citada pelo “Diário Económico”. 

Para contornar o chumbo do Tribunal Constitucional ao regime de qualificação, o Governo estuda a hipótese de uma redução mais agressiva do salário destes trabalhadores. O actual regime prevê cortes salarias de 50% ao fim de 12 meses de permanência na mobilidade especial. 

Na semana passada o Tribunal Constitucional chumbou o novo regime que criava o sistema de requalificação na função pública e abria caminho, pela primeira vez, ao despedimento de trabalhadores do Estado. 

A decisão motivou duras críticas por parte do primeiro-ministro. Pedro Passos Coelho acusou os juízes do Tribunal Constitucional de estarem a proteger mais os direitos adquiridos do que as gerações do futuro e prometeu uma alternativa ao chumbo. 

Segundo a informação agora avançada, essa solução pode passar por um corte superior a 50% por cento nos salários dos trabalhadores que estão na mobilidade especial.

fonte:http://rr.sapo.pt/inf

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19
Ago 13

Suplementos de ordenados na função pública ameaçados

Ajudas de custo, subsídios de transporte e prémios de desempenho são alguns dos suplementos ao salário que o Governo quer cortar e que representam, ao final do ano, 2,5 mil milhões de euros. Sindicato dos Quadros Técnicos surpreso com notícia.


A lei que obriga os serviços do Estado a fazer o levantamento de todos os suplementos pagos aos trabalhadores da função pública deve ser publicada até ao final do mês, avança, esta segunda-feira, o jornal “Correio da Manhã”. 

Em causa estão todos os suplementos que compõem o ordenado, sejam eles transitórios – como as ajudas de custo, os subsídios de transporte e o trabalho extraordinário – ou fixos, como suplementos e prémios de desempenho. 

A despesa representa 15% da massa salarial da função pública, ou seja, mais de 2,5 mil milhões de euros por ano. 

Depois da publicação da lei, os departamentos do Estado têm 30 dias para fazer chegar às mãos do secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino, todos os dados relativos aos suplementos em causa – que, por vezes, representam mais de 70% do ordenado, como no caso dos diplomatas. 

Ao que conta o jornal, o Governo vai criar uma nova tabela salarial para a função pública e apresentar a proposta aos sindicatos, de modo a iniciar as negociações no fim do ano. 

Em Junho, o Governo anunciou a sua pretensão em proceder ao levantamento de todas as remunerações, compensações e suplementos dos funcionários públicos, ficando todos os serviços da administração central ficam obrigados a prestar essa informação. 

“O que se pretende é conhecer as políticas e estruturas remuneratórias existentes no vasto e diversificado universo das entidades públicas”, explicou na altura o secretário de Estado Hélder Rosalino. 

A oposição questionou a constitucionalidade de tal intenção, mas Helder Rosalino sublinhou que “não se pretende obter e tratar informação por referência a trabalhadores concretamente identificados, mas tão só obter e tratar informação agregada, ou seja, não estão em causa dados pessoais”. 


Sindicatos surpresos 
É com surpresa que o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) reage à notícia hoje divulgada. “O que me espanta é que o Governo tenha de publicar uma lei para saber o que está a pagar. Isto, em qualquer organização, é um completo espanto. O razoável era que a administração soubesse o que está a pagar e a quem”, critica o sindicalista Bettencourt Picanço, em declarações à Renascença

“Aguardamos até que o projecto seja entregue para saber o que o Governo quer fazer, porque não nos passa pela cabeça que queira cortar os suplementos que estão a ser pagos por força do trabalho que está a ser concretizado”, remata. 

José Abraão, dirigente da FESAP, e Ana Avoila, da Frente Comum, consideram que a medida é mais um passo para uma nova redução salarial.

fonte:http://rr.sapo.pt/

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10
Jan 13

Cortes salariais permanentes de 3% a 7% na Função Pública

Revisão da tabela salarial única deverá incluir reduções para todas as remunerações, incluindo os escalões mais baixos.

A equipa do Fundo Monetário Internacional (FMI) defende cortes salariais permanentes entre 3% e 7% para toda a Função Pública, incluindo as remunerações mais baixas. A medida, a aplicar a partir de 2014, poderia gerar uma poupança entre 325 a 760 milhões por ano, avançam os técnicos. 

A organização sugere ao Governo uma revisão da tabela remuneratória única da Administração Pública que permita assim, de forma permanente, cortar as actuais remunerações. A ideia é evitar os cortes temporários que têm sido feitos até agora (como a redução salarial média de 5% em vigor deste 2011 ou a suspensão dos subsídios de férias e de Natal em 2012) e fixar na tabela salários inferiores que permitam uma poupança idêntica à conseguida com os cortes previstos para 2013.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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11
Dez 12

Função pública: mais trabalho, menos salário

Perda de subsídios, reduções nas prestações complementares e nos direitos na reforma são algumas das alterações previstas para o próximo ano


O Orçamento do Estado para o próximo ano agrava os cortes que têm sido aplicados nos últimos anos na Administração Pública. Na prática, os funcionários do Estado vai trabalhar mais horas, mas terão menos rendimento.

Para começar, os trabalhadores e pensionistas verão osubsídio de férias congelado - sendo atribuído a quem ganha menos de 600 euros e reduzido, de forma progressiva a partir deste valor sendo totalmente suspenso a partir dos 1.100 euros.

Já o subsídio de Natal será diluído pelos 12 meses. O objetivo do Governo é atenuar o «enorme» aumento de impostos no caso dos funcionários que ganhem até 3 mil ou 4 mil euros. No entanto, no final do ano, esta medida revelar-se-á neutra, uma vez que a subida dos impostos vai «roubar» também este subsídio. Haverá mesmo funcionários que vão perder dois salários em 2013, como resume a edição desta terça-feira do «Jornal de Negócios».

A estas medidas junta-se outro corte - a redução salarial de 3,5 por cento a 10 por cento nos funcionários que ganhem mais de 1.500 euros brutos por mês. Uma medida já repetida de anos anteriores.

Ao mesmo tempo, as valorizações compensatórias serão congeladas e a idade da reforma subirá para os 65 anos já em janeiro de 2013. Exceções feitas militares, polícias e juízes. 

cálculo das pensões será alterado para os trabalhadores admitidos até agosto de 1993. No entanto, as novas regras só se aplicam a quem pedir reforma a partir de 1 de janeiro.

Mas as dificuldades não se agravam apenas para quem quer sair da função pública. Quem quer entrar também será o caminho mais sinuoso. O OE2013 prevê uma redução de 50% no número de contratos a termo (certo ou incerto) até ao final do ano. Durante 2013 também serão controladas as renovações de contrato. A nível de efetivos, o corte previsto é de 2% nas administrações central, local e regional.

Mas os cortes não ficam por aqui. O Governo quer alargar a base de incidência contributiva para a Caixa Geral de Aposentações, aumentando os descontos sobre os suplementos por trabalho extraordinário ou sobre as despesas de representação. 

A par disso, as horas extra também serão reduzidas para metade no caso dos funcionários com um horário de 35 horas, enquanto o Governo prepara um aumento da carga de horária, no limite de 40 horas. Assim, o pagamento das horas extra será de 12,5% na primeira hora de dia normal, 18,75% nas seguintes e 25% em dia de descanso ou feriado. Nota especial para os médicos que também sofrem um corte mas, mesmo assim, mantêm uma situação mais favorável do que os restantes trabalhadores do Estado.

Em caso de doença, os funcionários públicos perdem o direito ao pagamento do salário nos primeiros três dias de baixa. Do terceiro ao trigésimo dia, o corte será de 10%. Os dirigentes deixam de ter a opção de reembolsar este dinheiro.

Já os trabalhadores que se encontram em situação de mobilidade especial ou com licença extraordinária (podendo acumular salário no setor privado com subvenção pública) será cortado para metade. 

Ao mesmo tempo, o processo de rescisões amigáveis na função pública - incluindo para quem está na mobilidade especial - vai avançar logo no início do novo ano.

O OE2013 prevê ainda a redução dos observatórios e a extinção de outros.

O documento, que já foi aprovado no Parlamento, aguarda agora pela promulgação do Presidente da República.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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15
Nov 12

Salário médio da Função Pública caiu 0,5% para os 1582 euros

O ganho médio mensal dos trabalhadores da administração pública caiu 0,5% em junho deste ano para 1.582,7 euros, face a outubro de 2012, de acordo com os dados da Síntese Estatística do Emprego Público (SIEP) hoje divulgada.

A informação entretanto divulgada revela também uma redução de 0,6% do ganho médio mensal dos trabalhadores da administração central do Estado para 1.731,8 euros em julho, face aos 1.742,2 euros auferidos em outubro do ano passado.

Numa análise por Ministérios, o dos Negócios Estrangeiros foi aquele onde se verificou a maior redução média salarial, na ordem dos 6,2%, para 2.944,6 euros em julho, face aos 3.140,2 euros auferidos pelos funcionários em outubro do ano passado. Ao contrário, o Ministério da Economia e do Emprego foi aquele que onde se verificou um aumento do ganho médio mensal de 3,3% em julho, para 1.803,5 euros, uma subida face ao ganho médio auferido em outubro de 2011 (1.745,1 euros).

Na administração regional e local o ganho médio mensal manteve-se inalterado em julho, nos 1.155,5 euros. No entanto, na Região Autónoma da Madeira o ganho médio mensal caiu 2,6% em julho, para 1.414,8 euros em julho, face aos 1.453,0 euros auferidos em outubro do ano passado. Na Região Autónoma dos Açores a redução foi menor, de 0,9% para 1.540,7 euros em julho, face aos 1.555,3 euros referentes aos ganhos médios de outubro de 2011.

Já no ganho médio mensal por cargo, carreira e grupo, os diplomatas são quem mais ganha na administração pública, apesar de ter ocorrido uma redução de 6,1% em julho, para 8.118,2 euros, face aos 8.645,0 euros auferidos em outubro de 2011. Os assistentes operacionais e operários são quem menos ganha - 747,9 euros em julho deste ano, um ganho médio que sofreu um corte de 1,2 por cento no mês em análise, face a outubro do ano passado (757,0 euros).

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

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16
Ago 12

Função Pública: salário médio era de 1.532 euros em abril

Os funcionários da Administração Central do Estado ganhavam em abril, em média, 1.532,5 euros de vencimento base mensal, com os trabalhadores do Ministério dos Negócios Estrangeiros a serem o mais bem pagos, foi divulgado esta quinta-feira.

De acordo com a Síntese Estatística do Emprego Público, se se adicionar à remuneração base dos trabalhadores da Administração Central, que representam 75 por cento do total de funcionários públicos, o pagamento de subsídios, suplementos e prémios, o salário médio sobe para os 1.754 euros brutos (ganho médio mensal).

Os Negócios Estrangeiros surgem como o ministério mais bem pago, com uma média de vencimentos base de 2.071,6 euros, seguido das Finanças com 1.710,8 euros e Educação e Ciência com 1.647,5 euros.

Comparando os valores de abril deste ano com os de outubro do ano passado, o vencimento base dos funcionários públicos da Administração Central caiu 0,5% e o ganho médio mensal caiu 0,6%.

No conjunto das Administrações Públicas (Administração Central e Administração Regional e Local), o salário médio mensal registado em abril era de 1.394,4 euros, enquanto o ganho médio mensal era de 1.578,2 euros.

A publicação trimestral da Síntese Estatística do Emprego Público traduz um compromisso do Governo assumido no Programa de Assistência Económica e Financeira.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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