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Dez 13

França aprova taxa de 75% para salários superiores a um milhão de euros

O Conselho Constitucional francês deu 'luz verde' à taxa de 75% a aplicar às empresas com trabalhadores com salários anuais superiores a um milhão de euros prevista no Orçamento do Estado para 2014.

O orçamento para 2014 apresentou uma nova versão da taxa de 75%, depois de a versão proposta para o orçamento de 2013 ter sido chumbada.

A primeira proposta previa a aplicação desta taxa, sob a forma de imposto sobre os rendimentos, aos trabalhadores com salários superiores a um milhão de euros.

A versão agora aprovada pelo Conselho Constitucional prevê que a taxa seja aplicada às empresas, ficando ao critério destas fazer ou não refletir a taxa nos rendimentos dos trabalhadores.

A medida está a ser contestada pelas empresas, sobretudo pelos clubes de futebol, que em novembro chegaram mesmo a ameaçar fazer greve, caso o imposto fosse aprovado.

No total, o Conselho Constitucional chumbou 24 artigos dos 236 do orçamento para 2014 e do orçamento retificativo de 2013.

A 19 de dezembro, o segundo orçamento da presidência do socialista François Hollande, rejeitado pelo Senado, foi aprovado pela Assembleia Nacional (câmara baixa do parlamento) depois de meses de polémica em torno do anúncio de uma reforma fiscal associada ao crescimento da economia.

Os membros do Conselho Constitucional, o equivalente ao Tribunal Constitucional em Portugal, chumbaram por outro lado uma nova versão da proposta governamental de plafonamento de um imposto de solidariedade, que já tinha sido alterada no ano passado.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/E

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Jun 12

França sobe salário mínimo em 2%

O salário mínimo em França vai subir para 1.425,67 euros mensais a partir de 1 de Julho.

O novo governo francês anunciou hoje um aumento de 2% no salário mínimo, numa tentativa de contrabalançar com o expectável aumento de impostos e o congelamento da despesa pública.

Esta era uma das promessas eleitorais de François Hollande. Mas a subida de 2% fica, contudo, muito aquém das exigências dos sindicatos. No entanto, trata-se da primeira vez que o salário mínimo no país sobe acima da inflação, que está actualmente em 1,4%, desde a subida de 0,3% em 2006.

Actualmente, o salário mínimo ascende a 1.398,37 euros brutos mensais, o que quer dizer que vai aumentar em 21,5 euros, para 1.425,67 euros, numa jornada de 35 horas semanais.

No total, cerca de 1,6 milhões de trabalhadores, ou perto de 10% dos trabalhadores a tempo inteiro e 25% dos que trabalham em ‘part-time', ganham o salário mínimo em França. 

"Temos de permitir que os trabalhadores mais frágeis que recebem o salário mínimo beneficiem deste poder de compra adicional", afirmou hoje o ministro do Trabalho francês Micjel Sapin, em conferência de imprensa.

Os especialistas notam que o Executivo de Hollande está a tentar conseguir um equilíbrio delicado entre aumentar o poder de compra dos trabalhadores sem desencorajar a contratação por parte das empresas, numa altura em que o desemprego já está em máximos de perto de 13 anos em França.

Por um lado, François Hollande está a tentar que a Europa mude o seu foco da austeridade para medidas que estimulem o crescimento, mas, ao mesmo tempo, está a planear aumentar os impostos para reduzir o défice público francês para 4,5% do PIB no final deste ano e 3% em 2013..

O Executivo também confirmou hoje que vai introduzir um imposto de 3% sobre os dividendos das empresas, e que vai também aumentar os impostos sobre a riqueza e heranças e acabar com os benefícios fiscais para os mais ricos.

O governo sinalizou ainda que vai congelar as despesas públicas nos próximos três anos, garantindo que os esforços para equilibrar as contas do Estado vão ser divididos entre aumentos de impostos e cortes nos gastos.

 

fonte:http://economico.sapo.pt/no

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