16
Nov 13

Bancários aceitam corte nos salários

Para evitar o despedimento coletivo, a Federação do Setor Financeiro propôs à administração do BCP um "ajustamento salarial temporário"

Os sindicatos dos bancários estão dispostos a aceitar temporariamente reduções salariais no BCP, caso a administração do banco se comprometa a devolver a partir de 2018 as verbas em causa, e a não avançar com despedimentos coletivos.

Segundo revelou ontem ao CM o presidente da Federação do Setor Financeiro (Febase), Mário Mourão, a proposta, inédita no setor bancário, foi aprovada anteontem durante uma reunião da Febase e entregue ontem à administração do BCP. Mário Mourão espera que na próxima semana se iniciem as negociações formais.

Segundo o sindicalista, as verbas retidas pelo "ajustamento salarial temporário deverão ser devolvidas a partir de 2018 ou assim que o banco tiver resultados positivos". 

Note-se que em 31 de dezembro de 2012 o BCP tinha 8982 funcionários e até 31 de dezembro de 2017 terá de ter apenas 7500, no cumprimento do plano de reestruturação acordado com Bruxelas, e após o Estado português ter injetado 3 mil milhões de euros no banco. Segundo Mário Mourão, são cerca de 1500 funcionários que estão em questão, mas se o BCP aceitar a proposta da Febase 400 são poupados ao despedimento. Dos restantes 1100, 500 podem ir para a reforma antecipada e os outros 600 poderão optar por rescisões por mútuo acordo e saídas naturais. Com esta proposta, segundo Mourão, o BCP "pode estabilizar o quadro de pessoal, sem precisar de recorrer a despedimentos coletivos".

fonte:http://www.cmjornal.xl.pt


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17
Out 13

Governo aperta restrições sobre salários da banca

Conselho de Ministros aprova diploma que prevê regras mais apertadas nas remunerações dos bancos com auxílios estatais.

O Conselho de Ministros aprovou a transposição das medidas aprovadas pela Comissão Europeia relativamente ao reforço da solidez financeira dos bancos que receberam ajuda financeira de Bruxelas.

"Esta proposta visa adequar a legislação nacional às novas orientações da Comissão Europeia em matéria de auxílios estatais às medidas de apoio aos bancos no contexto de crise financeira, aprovadas em 30 de Julho de 2013", segundo o comunicado do Conselho de Ministros.

A principal alteração prende-se com a redução da insuficiência de fundos próprios e o estabelecimento de regras mais apertadas para as remunerações da administração e dos quadros superiores dos bancos sob auxílios do Estado.

Quando foram concedidas as ajudas de Estado ao sector bancário já estavam contempladas medidas de cortes de salários. O Governo vem agora reforçar e alargar estas restrições. Para já, os alvos destas medidas são a Caixa Geral de Depósitos, o BCP, o Banif e o BPI.

 fonte:http://economico.sapo.pt/

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13
Out 13

Banco de Portugal não divulga salários

O Banco de Portugal recusou enviar para o Executivo o formulário com os salários, suplementos e regalias pagos aos seus trabalhadores, considerando que não é obrigado a fazê-lo.

"Considera o Banco de Portugal que, não obstante a amplitude de alguns dos conceitos utilizados nos números 2 e 3 do artigo 2.º da lei n.º 59/2013, de 23 de Agosto, as obrigações nela previstas não lhe são aplicáveis", lê-se numa nota informativa publicada na sexta-feira no portal do regulador.

Esta lei obriga os serviços, organismos e empresas públicas, bem como reguladores e fundações a comunicarem ao Governo a informação relativa à remuneração base, suplementos remuneratórios (por trabalho penoso, turnos, isenção de horário, abonos para falhas e outros), e outras regalias de benefícios (uso de carro, cartões de crédito, telemóvel e ADSE).

"Por força do estatuto jurídico que enquadra o Banco de Portugal enquanto banco central integrado no Sistema Europeu de Bancos Centrais, é manifesto que ele não pode estar abrangido por obrigações impostas" na lei 59/2013, justificou a entidade liderada por Carlos Costa.

O Banco de Portugal salientou também o seu "estatuto de independência" conferido pelas leis comunitárias.

E reforçou: "As medidas de racionalização do estatuto retributivo dos trabalhadores com relação de emprego público a adoptar pelo Governo com base no reporte de informação agora imposto pela lei 59/2013 não podem ter pretendido abranger o Banco de Portugal, na medida em que se traduziriam numa significativa limitação da autonomia do Banco de Portugal em matéria de gestão de recursos humanos e, por isso, num cerceamento da sua independência".

Segundo o regulador, para que a entidade estivesse abrangida pela medida, o Governo teria que ter pedido atempadamente o parecer do Banco Central Europeu, que as leis comunitárias consideram "indispensável".

O Banco de Portugal vincou ainda que "não existe nexo de 'dependência' entre o Banco de Portugal e qualquer membro do Governo", o que inviabiliza o reporte deste tipo de informação "ao membro do Governo de que depende a informação prestada", como manda a lei.

Já as consequências previstas para os casos em haja incumprimento, como a retenção de 15% do duodécimo da dotação orçamental ou da transferência do Estado para as entidades abrangidas, "não têm qualquer aplicação no caso do Banco de Portugal", frisou o regulador.

 

fonte:http://rr.sapo.pt/

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06
Out 13

Quantos banqueiros portugueses ganham mais de um milhão?

Foram pedidas informações à Caixa Geral de Depósitos (CGD), ao BPI, ao BES, ao BCP, ao Santander Totta, ao Crédito Agrícola, ao Montepio Geral e ao Banif.


O Banco de Portugal quer saber quantos funcionários dos oito principais bancos ganham mais de um milhão de euros por ano, segundo uma instrução enviada no final de Setembro. 

Na carta, a que a agência lusa teve acesso, o Banco de Portugal pede à Caixa Geral de Depósitos (CGD), ao BPI, ao BES, ao BCP, ao Santander Totta, ao Crédito Agrícola, ao Montepio Geral e ao Banif que comuniquem "informação sobre os colaboradores que auferem remunerações elevadas". 

Nesta categoria, e usando os critérios da Autoridade Bancária Europeia (EBA em inglês), incluem-se todos os auferem "uma remuneração total superior ou igual a um milhão de euros por ano". 

Entre os principais banqueiros, de acordo com os relatórios e contas dos bancos do ano passado, o presidente do BCP, Nuno Amado, ganhou 366 mil euros em 2012 pelo BCP e 18,6 mil euros no âmbito de outras sociedades, enquanto o líder do BES, Ricardo Salgado, recebeu 552 mil euros. Já o presidente do BPI, Fernando Ulrich, recebeu 490,5 mil euros e o presidente executivo da CGD, José de Matos, ganhou 206,9 mil euros. 

Já o presidente do Santander Totta (banco que pertence ao espanhol Santander), Vieira Monteiro, que recebeu 482 mil euros de remuneração fixa em 2012 a que se somaram 158 mil euros de prémio de desempenho pecuniário, no total de 640 mil euros. 

O banco central português emitiu outra instrução em que exige saber as remunerações de todos os trabalhadores bancários, agregadas por áreas de negócio (banca de investimento, banca de retalho, entre outras). Segundo a instituição liderada por Carlos Costa, esta informação vai ser utilizada pelas "autoridades competentes de cada Estado-membro para efectuar comparações no que se refere às tendências e às práticas de remuneração". 

Nos últimos anos, o Banco de Portugal tem dado várias orientações aos bancos sobre a política de remunerações, exigindo sobretudo que esteja em linha com uma gestão prudente, de modo a que o vencimento dos administradores e gestores não incentive riscos excessivos. 


fonte:http://rr.sapo.pt/i

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22
Set 13

Salários na banca caíram mas bónus aumentaram

A maioria dos profissionais da banca inquiridos para o barómetro Michael Page para Portugal disseram que em 2012 o salário manteve-se ou caiu face ao ano anterior, mas que os bónus aumentaram.

A empresa de recrutamento Michael Page realizou um inquérito em 47 países sobre o impacto da crise nas perspetivas de carreira dos profissionais da banca e dos serviços financeiros, e concluiu que os portugueses são os que mais dizem que há falta de oportunidades no país (69%), valor mais alto entre países europeus, com 85% dos inquiridos a encararem mesmo "a emigração como uma alternativa e uma oportunidade viável de progressão na carreira". Para estes, os destinos preferidos continuam a ser a Europa (35%), seguida de África (22%) e da América Latina (17%).

Quanto aos salários, os portugueses são dos que parecem ter mais razões de queixa, com 50% dos inquiridos a relatarem que a remuneração salarial se manteve em 2012 no mesmo nível de 2011, enquanto 25% disseram mesmo que sofreram cortes.

No entanto, em relação aos bónus o panorama é diferente.

"Apesar do panorama negativo em termos de perspetiva salarial, a maioria dos entrevistados, a nível global, recebeu um bónus no final do ano. Portugal foi um dos países onde o valor deste bónus foi mais alto, com 70% dos inquiridos do país a reportar um bónus maior ou igual ao do ano passado", lê-se nos resultados do estudo divulgado pela Michael Page.

Quanto às perspetivas salariais futuras, 36% dos profissionais portugueses esperam um aumento do vencimento (tendo em conta salário e bónus), mas outros 30% não só não esperam ser aumentados, como também afirmam que as expectativas são de cortes, o que está em linha com o registado nos inquéritos em outros países europeus.

"A Europa é a região com expectativas menos positivas face à evolução salarial no setor da banca, com apenas 36% a acreditar que verão o seu pacote salarial aumentado. Um número que contrasta significativamente com os 74% registados na América Latina, por exemplo", segundo Lourenço Cumbre, responsável da Michael Page Banking & Financial Services.

Mais de metade dos portugueses (58%) considera ainda que o seu vencimento está relacionado com o desempenho da empresa em que trabalha e não com o seu desempenho pessoal.

O inquérito da Michael Page foi realizado em março a 3.800 profissionais de 47 países, dos quais mais de 2.000 na Europa. Em Portugal responderam 138 pessoas.

 

fonte:http://www.dn.pt/

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15
Jul 13

Onze quadros bancários ganharam mais de 1 milhão de euros

Onze quadros de topo do sector bancário em Portugal receberam em 2011 vencimentos fixos e variáveis superiores a um milhão de euros, indica a Autoridade Bancária Europeia (EBA).

Em conjunto, estes 11 quadros auferiram um salário fixo que ascendeu a 5,2 milhões de euros, enquanto perto de 12,5 milhões de euros se reportam a remunerações variáveis, de acordo com um relatório sobre remuneração dos funcionários com maiores vencimentos no sector na União Europeia.

Um destes quadros trabalha na banca de investimento e os restantes da banca comercial em Portugal. 

Somando salário fixo e remunerações variáveis, estes gestores de topo da banca arrecadaram em 2011 perto de 17,7 milhões de euros, menos do que os 19 milhões de euros registados em 2010, ano em que ganharam 5,8 milhões de euros de vencimentos fixos e remuneração variável de 13,2 milhões de euros. 

Em 2010, 13 quadros recebiam salários globais superiores a um milhão de euros, um num banco de investimento e os restantes 12 em bancos de retalho. 
  
O relatório da EBA sobre o total dos salários em 2010 e 2011 no sector bancário da União Europea constitui a primeira análise acerca da estrutura de remunerações das instituições financeiras no conjunto dos 27 países analisados dentro desta área económica.  
  
No geral, os resultados mostram que o número de gestores ou funcionários que recebiam vencimentos no montante de um milhão de euros ou mais em remunerações fixas e variáveis, em 2010 e 2011, "é limitado" na maioria dos Estados-membros, embora seja "bastante significativo noutros".  
  
Em 2011 foram relatados os vencimentos mais elevados nos salários do Reino Unido (2.436 pessoas), no caso da Alemanha (170), França (162), Espanha (125), Itália (96) e na Holanda (36).  
  
Vários funcionários com altos vencimentos trabalhavam em categorias profissionais nos bancos onde desempenhavam diferentes funções de responsabilidade, desde a direcção, gestão de riscos, auditoria interna, tecnologia da informação, comunicação e finanças direccionadas às empresas, aos recursos humanos e à legislação.  
  
A EBA vai publicar no final deste ano um relatório mais detalhado sobre a análise das práticas das remunerações seguidas pelo sector da banca na União Europeia, o qual servirá de referência e terá uma análise mais detalhada dos vencimentos apresentados esta segunda-feira.

fonte:http://rr.sapo.pt/in

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26
Abr 13

Administradores do BCP receberam menos 27% em salários

Menos 27% em salários de administradores executivos: foram estas as  contas do BCP em 2012, um ano em que o CEO, Nuno Amado, recebeu 384 mil euros. Este último número contrasta com o salário de Carlos Santos Ferreira, que recebia 650 mil euros. 

Os números foram hoje publicados pelo banco e mostram que, em 2012, o Banco Comercial Português gastou 2,8 milhões de euros na remuneração dos seus administradores, contra 3,81 milhões na gestão de Santos Ferreira. Tanto em 2011 como em 2012 não houve lugar a remuneração variável.

A este corte não foi alheio as regras impostas pelo Estado para os bancos que pediram ajuda pública. No caso do BCP e do BPI, por exemplo, a perda foi de cerca de 18 mil euros mensais. A redução para metade do vencimento dos banqueiros foi imposta pelo governo às instituições bancárias que recorraram ao apoio estatal para se recapitalizarem.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

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21
Fev 13

Saiba quanto ganham os banqueiros do BCE

Banco Central Europeu (BCE) gastou com pessoal de 184,6 milhões de euros. O presidente Mario Draghi encaixou mais de 374 mil euros. Já o vice-presidente, o português Vítor Constâncio, recebeu em 2012 um salário de 320.688 euros.


O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, ganhou no ano passado mais de 374 mil euros. Já o vice-presidente do BCE, o português Vítor Constâncio, recebeu em 2012 um salário de 320.688 euros, o segundo valor mais alto. 

Antes de partir para Frankfurt, em 2010, Vítor Constâncio era o governador do Banco de Portugal, cargo no qual recebia cerca de 250 mil euros anuais. Segundo notícias da imprensa portuguesa, datadas de 2009, Constâncio era na altura o terceiro líder de um banco central mais bem pago do mundo, apenas atrás dos governadores dos bancos centrais de Hong Kong e de Itália. 

Tal como Vítor Constâncio e os restantes membros do conselho executivo do BCE, Mario Draghi beneficiou de um aumento salarial de 0,8% face a 2011. Segundo dados avançados pela agência noticiosa Europa Press, Draghi tem ainda direito uma residência oficial que é propriedade da instituição que define a política monetária na Zona Euro. 

O italiano ganhou, em 2012, um pouco mais do que o seu homólogo do Banco de Inglaterra, Mervyn King (350.997 euros), enquanto o presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos da América, Ben Bernanke, recebeu um salário de 151.288 euros. 

Em termos gerais, no ano passado, o BCE apresentou gastos com pessoal de 184,6 milhões de euros, que incluem salários, outros gastos sociais, prémios de seguros e gastos diversos com funcionários. 

Este valor representa uma subida homóloga de 6,6% face aos 173,1 milhões de euros registados nesta rubrica em 2011. 

Em 2012 e em 2011, o aumento salarial dos membros do conselho executivo do BCE foi de 0,8%, depois de terem beneficiado de aumentos de 2% em 2010, de 2,5% em 2009 e de 1,9% em 2008.

fonte:http://rr.sapo.pt/i

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28
Ago 12

Custos com salários da equipa de topo do BPN aumentam em 2011

Membros dos órgãos sociais do banco, então nacionalizado, ganharam mais 5% em 2011. Apenas os salários dos administradores caíram.

Os custos com gestores e membros do Conselho Fiscal do Banco Português de Negócios (BPN) aumentaram 5% em 2011, face ao ano anterior. Nesta altura o banco ainda pertencia ao Estado português. Os dados constam do relatório e contas do BPN, entretanto vendido ao BIC Portugal, a que o Diário Económico teve acesso.

Entre 2010 e 2011 o aumento verificou-se sobretudo na remuneração dos órgãos do conselho fiscal (em cerca de dez mil euros anuais) e também no valor pago aos revisores oficiais de contas. Estes últimos receberam do BPN, em 2011, quase 106 mil euros, mais 20 mil euros que no ano anterior. Também os custos com as remunerações dos membros da assembleia geral se agravaram significativamente de um ano para o outro.[CORTE_EDIMPRESSA]

Há, no entanto, um ponto a salientar: os salários dos membros do conselho de administração do BPN registaram uma tendência contrária. Ou seja, os administradores viram a remuneração e as ajudas de custo serem reduzidas de um ano para o outro.

Contas feitas, o BPN inscreveu, em 2011, na rubrica ‘remunerações dos órgãos de gestão e de fiscalização' 715 mil euros, um valor que compara com os 679 mil euros registados no ano anterior. O Diário Económico tentou obter um esclarecimento junto do Ministério das Finanças sobre os motivos que levaram o Estado a aumentar as remunerações atribuídas aos órgãos sociais do BPN, num ano em que o banco ainda se encontrava nacionalizado, mas até ao fecho da edição não foi possível obter uma resposta. 

Além dos custos com a equipa de gestão de topo do BPN, o relatório e contas revela também os gastos com todos os salários dos funcionários do banco que agora está nas mãos do BIC. Neste documento é possível ver que as remunerações com funcionários e os custos com o fundo de pensões (que em Fevereiro deste ano passou para o Estado, ao abrigo do Decreto-Lei n.º 127/2011) reduziram-se consideravelmente durante o último ano em que a instituição esteve sob a alçada do Estado português.

Ainda assim, o relatório e contas revela que houve um aumento do número de empregados no banco, nomeadamente para a função de chefia na actividade bancária - passaram de 366 para 389. Na actividades seguradora e nas ‘outras actividades', no entanto, o número de funcionários reduziu-se ligeiramente.

Recorde-se que 2011 foi o ano que marcou definitivamente a desvinculação do BPN e do Estado, tendo sido acordada a venda do banco então nacionalizado, ao BIC Portugal, por 40 milhões de euros. Para proceder à venda o Estado português teve que injectar 600 milhões de euros no BPN, de forma a entregá-lo ao BIC nas condições necessárias ao cumprimento das metas estipuladas pelas autoridades nacionais e europeias. 

O Banco Português de Negócios reportou, no final de 2011, um prejuízo de 87,1 milhões de euros, uma melhoria face a 2010, quando o prejuízo do banco chegou aos 126,6 milhões de euros.
Segundo o documento libertado pela instituição, "a melhoria verificada na margem financeira e nas comissões líquidas, bem como a redução dos custos operacionais e das provisões e imparidade, foi ainda assim insuficiente para compensar os impactos negativos derivados da redução dos resultados em operações financeiras, dos outros resultados de exploração e dos resultados em operações descontinuadas.

Excluindo as operações descontinuadas, o BPN reportou, no ano passado, resultados líquidos de 65 milhões de euros negativos, contra os 134,1 milhões de euros negativos registados em 2010.

Nota ainda para o facto de os recursos de clientes registarem um valor de 1.658 milhões de euros no final de 2011, "revelando assim um decréscimo de 515 milhões de euros (-23,7%) relativamente ao registado no final do ano anterior. Já o crédito a clientes diminuiu ligeiramente (-0,5%) face a 31 de Dezembro de 2010, e fixando-se, no final do último ano, nos 3,4 milhões de euros.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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26
Jun 12

Banca recusa aumentos salariais e denuncia acordo colectivo

Bancários vão ter salários congelados. Medidas da ‘troika’ e deterioração económica do País são as razões invocadas.

Os salários dos bancários vão ficar estagnados este ano pelo segundo ano consecutivo. A Federação do Sector Financeiro (Febase) tinha reclamado para 2012 um aumento de 3% na tabela salarial, no âmbito das negociações com o grupo negociador da Associação Portuguesa de Bancos (APB). A proposta foi recusada pela banca que avança ainda com uma iniciativa inédita: a denúncia do Acordo Colectivo de Trabalho (ACT) do sector bancário. Em causa está a exclusão das convenções colectivas das promoções automáticas. Os sindicatos repudiam e dizem que a banca foi longe de mais.

Paulo Alexandre, da direcção do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas (SBSI), adiantou ao Diário Económico que a proposta dos sindicatos do sector (SBN, SBSI e SBC) que integram a Febase foi rejeitada na passada quinta-feira, confirmando o que os bancários tinham anunciado rejeitar: dois anos consecutivos de congelamento salarial. Numa comunicação aos seus associados, a Febase dá conta que "a proposta de revisão salarial da Febase recebeu uma resposta unânime das instituições de crédito: indisponíveis para aumentos. E o conjunto de instituições de crédito representadas pelo grupo negociador da APB foi mais longe e denunciou o ACT do sector bancário".

As instituições de crédito subscritoras de convenções colectivas com a Febase responderam à proposta de revisão salarial 2012 com "fundamentações diferentes". Segundo a Febase, a CGD e as empresas do universo Caixa justificam a sua posição escudando-se na lei do Orçamento para 2012, que impede qualquer actualização salarial. Já o conjunto de instituições de crédito representado pelo grupo negociador da APB fundamenta a sua resposta na evolução da situação económica, quer em 2011 quer no triénio 2012 -2014, "fortemente condicionada" pelas medidas do Programa de Assistência Financeira, impostas pela ‘troika'.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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