Cortes nos salários para 600 mil trabalhadores

Reduções começam nos 675 euros. Só 140 mil escapam aos cortes.

Os funcionários públicos com salários acima de 675 euros vão, a partir de Janeiro, sofrer cortes nas remunerações entre os 2,5% e os 12%. Além disso, os vencimentos dos trabalhadores do Estado também vão emagrecer com o aumento das contribuições para a ADSE, que passam dos 2,25% para os 2,5%. Ficam isentos das reduções remuneratórias cerca de 140 mil trabalhadores (incluindo o Sector Empresarial do Estado), ou seja, 19% do total. Os restantes cerca de 600 mil funcionários do Estado levam cortes nos salários. 

O subsídio de Natal, que volta a ser pago em duodécimos em 2014, poderá ajudar a atenuar o impacto mensal dos cortes remuneratórios, mas há que contar ainda com o peso da carga fiscal. O recibo de vencimento ao final do mês é um verdadeiro quebra-cabeças.

Por exemplo, de acordo com as simulações feitas para o Diário Económico pela PricewaterhouseCoopers (PwC), um funcionário público solteiro, sem filhos, com um salário de 750 euros brutos, vai levar para casa ao final do mês 613,21 euros. No seu recibo de vencimento virá, pela primeira vez, uma redução de 22,78 euros, pela via do corte salarial previsto no Orçamento do Estado.

Até agora, este trabalhador não era afectado pelos cortes que estão a ser aplicados desde 2011, já que as reduções começavam nos 1.500 euros. Por outro lado, recebe 60,6 euros do duodécimo do subsídio de Natal, mas as retenções na fonte de IRS levam-lhe mais de 66 euros a que se somam dois euros da sobretaxa. Depois ainda há que contar com os descontos para a CGA e para a ADSE.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

publicado por adm às 20:18 | comentar | favorito