Salários na banca caíram mas bónus aumentaram

A maioria dos profissionais da banca inquiridos para o barómetro Michael Page para Portugal disseram que em 2012 o salário manteve-se ou caiu face ao ano anterior, mas que os bónus aumentaram.

A empresa de recrutamento Michael Page realizou um inquérito em 47 países sobre o impacto da crise nas perspetivas de carreira dos profissionais da banca e dos serviços financeiros, e concluiu que os portugueses são os que mais dizem que há falta de oportunidades no país (69%), valor mais alto entre países europeus, com 85% dos inquiridos a encararem mesmo "a emigração como uma alternativa e uma oportunidade viável de progressão na carreira". Para estes, os destinos preferidos continuam a ser a Europa (35%), seguida de África (22%) e da América Latina (17%).

Quanto aos salários, os portugueses são dos que parecem ter mais razões de queixa, com 50% dos inquiridos a relatarem que a remuneração salarial se manteve em 2012 no mesmo nível de 2011, enquanto 25% disseram mesmo que sofreram cortes.

No entanto, em relação aos bónus o panorama é diferente.

"Apesar do panorama negativo em termos de perspetiva salarial, a maioria dos entrevistados, a nível global, recebeu um bónus no final do ano. Portugal foi um dos países onde o valor deste bónus foi mais alto, com 70% dos inquiridos do país a reportar um bónus maior ou igual ao do ano passado", lê-se nos resultados do estudo divulgado pela Michael Page.

Quanto às perspetivas salariais futuras, 36% dos profissionais portugueses esperam um aumento do vencimento (tendo em conta salário e bónus), mas outros 30% não só não esperam ser aumentados, como também afirmam que as expectativas são de cortes, o que está em linha com o registado nos inquéritos em outros países europeus.

"A Europa é a região com expectativas menos positivas face à evolução salarial no setor da banca, com apenas 36% a acreditar que verão o seu pacote salarial aumentado. Um número que contrasta significativamente com os 74% registados na América Latina, por exemplo", segundo Lourenço Cumbre, responsável da Michael Page Banking & Financial Services.

Mais de metade dos portugueses (58%) considera ainda que o seu vencimento está relacionado com o desempenho da empresa em que trabalha e não com o seu desempenho pessoal.

O inquérito da Michael Page foi realizado em março a 3.800 profissionais de 47 países, dos quais mais de 2.000 na Europa. Em Portugal responderam 138 pessoas.

 

fonte:http://www.dn.pt/

publicado por adm às 23:03 | comentar | favorito