De Haynes a Ronaldo: como os salários escalaram em meio século

A renovação com o Real Madrid devolveu Cristiano Ronaldo às capas de jornais: o extremo português vai receber qualquer coisa como 21 milhões de euros por ano, livres de impostos, o que é um novo máximo no mundo do futebol.

É um número verdadeiramente astronómico.

Ora o salto de Ronaldo para o topo dos jogadores com ordenados mais altos levou o Daily Mail a procurar os momentos mais marcantes desta história evolutiva. 

Desde que os ordenados foram liberados em 1961.

Esta história começa por isso na fase anterior a 1961: antes disso, em Inglaterra, onde se pagavam os ordenados mais elevados, havia um regulamento que impedia os clubes de pagar mais de vinte libras por semana. Ou seja, cerca de 24 euros por semana.

Por ano seriam 1440 euros, o que é muito dinheiro para os anos 50. Mas não era suficiente. Por isso esta história da evolução galopante dos ordenados dos jogadores deu um salto significativo a partir de 1961, quando o mercado foi tornado livre.

Nesta história há um nome incontornável: Tommy Banks, dirigente do Bolton. Na altura a lei determinava que um jogador não podia ganhar mais do que um mineiro. 

Ora Tommy Banks era um antigo mineiro que numa reunião da Federação Inglesa fez um discurso emocionado: disse ele que admirava muito os mineiros que como ele trabalhavam em condições desumanas, mas nenhum deles teria talento para parar Stanley Matthews numa tarde de sábado.

As palavras convenceram os outros dirigentes que estavam na reunião e foi então liberalizada, nod dia 18 de janeiro de 1961, a remuneração dos jogadores de futebol. 

Poucos meses depois, os ordenados multiplicaram-se por cinco e Johnny Haynes tornou-se o primeiro atleta a atingir as cem libras por semana: qualquer coisa como 7200 euros por semana.

O médio internacional inglês do Fulham tornou-se então o primeiro jogador a atingir valores astronómicos para a época: o presidente do clube londrino, Tommy Trinder, considerou que ter o jogador mais caro seria excelente publicidade para o clube.

Foi mesmo, mas a partir daí a espiral de jogadores milionários nunca mais acabou.

Sete anos depois, em 1968, George Best tornou-se o primeiro jogador a chegar às mil libras por semana: multiplicou por dez o que Johnny Haynes ganhava no início da década.

Era qualquer coisa como 71500 euros por ano.

Com a chegada da década de oitenta, os ordenados milionários transferiram-se para Itália: em 1980 o brasileiro Falcao tornou-se o primeiro jogador a ganhar 10 mil libras por semana (750 mil euros por ano), dez anos depois (em 1990) Roberto Baggio trocou a Fiorentina pela Juventus e tornou-se o primeiro jogador a atingir as 50 mil libras por semana (3,750 milhões de euros por ano).

Foi há 23 anos e desde então mudou quase tudo. Três milhões de euros é hoje um ordenado quase banal: capaz de ser pago até por um clube português. 

Em 1995, de resto, a Lei Bosman mudou tudo: introduziu as saídas a custo zero, após os finais de contrato, e com isso aumentou os ordenados. 

Em 2001, por exemplo, Sol Campbell saiu do Tottenham a custo zero, assinou pelo rival e vizinho Arsenal e foi premiado com um ordenado principesco: 100 mil libras por semana. Qualquer coisa como 120 mil euros por semana, 7,2 milhões de euros por ano.

Em 2009 Carlos Tevez trocou o Manchester United pelo Manchester City e tornou-se o primeiro jogador a quebrar a barreira das 200 mil libras por semana (14,5 milhões de euros por ano). Um ano depois, para evitar que Wayne Rooney fizesse o mesmo, o Manchester United renovou-lhe o ordenado e tornou-o o primeiro a ganhar 250 mil libras por semana (300 mil euros por semana, 18 milhões por ano).

Cristiano Ronaldo atingiu agora as 288 mil libras por semana: 21 milhões de euros por ano.


fonte:http://www.maisfutebol.iol.pt/d

publicado por adm às 22:26 | comentar | favorito