1274 pessoas ganham mais de 6000 euros no SNS

Médicos e dirigentes têm os salários mais altos. 13% dos médicos ganha mais de 5000

O número de trabalhadores do Ministério da Saúde que recebem mais de 6000 euros por mês aumentou 20% entre 2012 e 2013. De acordo com o último balanço social do SNS, neste último ano havia 1274 profissionais a auferir mais de 6000 euros, mais 217 que no ano anterior. Médicos e dirigentes são os grupos com salários mais altos. Se no global apenas 2,8% dos 124 162 trabalhadores da saúde objecto de análise recebem mais de 5000 euros, 13% dos médicos estão neste escalão. O mesmo acontece com 13,7% dos dirigentes. Já entre os enfermeiros, apenas 0,2% aufere mais de 5000. E noutras categorias  como técnicos de diagnóstico e terapêutica e assistentes estes salários são inexistentes.

O balanço social analisa a estrutura remuneratória dos profissionais, não sendo incluídas nas contas os pagamentos por trabalho extraordinário, prémios de desempenho, subsídios de Natal ou férias e prestações sociais. A par do peso dos salários mais elevados, é possível perceber grandes diferenciais. Por cada profissional que ganha mais de 6000 euros, há seis que ganham o salário mínimo. No global, 7774 trabalhadores (6,3%) auferem menos de 500 euros. Quase nove em cada dez enfermeiros do SNS (87,6%) ganha até 2000 euros, estando em minoria os que ganham mais que este valor. Nos médicos, acontece o contrário. Um terço ganha abaixo de 2000 euros e os restantes acima. Entre os assistentes técnicos e operacionais, a maioria recebe menos de 1000 euros.

O balanço social destaca que o sector da saúde foi o que teve a menor redução de pessoal na administração pública e que 67% dos trabalhadores, por ganharem menos de 1500 euros, não foram abrangidos pelos cortes. Se se percebe com a distribuição de salários quais foram os mais abrangidos, o relatório mostra outra grande talhada nos últimos anos: nos dirigentes. No âmbito do PREMAC, que ditou a extinção, fusão e restruturação das instituições, passaram de 1051 em 2010 para 748 em 2013, uma diminuição de cerca de 29%. Os dados da Administração Central do Sistema de Saúde mostram que 192 em 242 dirigentes superiores são cargos de nomeação política, como administradores hospitalares.

 

 

fonte:http://www.ionline.pt/

publicado por adm às 21:30 | comentar | favorito
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