Suíços rejeitam proposta para limitar os salários altos

Os suíços foram hoje às urnas para votar a possibilidade de se criar um tecto máximo aos salários na medida de 1:12. Na prática, a proposta consistia em fazer com que o salário mais elevado nunca pudesse ser maior num mês que o do funcionário mais mal remunerado num ano. Mas a proposta falhou: mais de 65% dos suíços não quiseram avançar com o limite. 

Na votação, dois em cada três suíços (65,3%) disseram hoje "não" ao texto do referendo, criticado pelo Governo e pelos meios económicos que consideram que a limitação dos salários altos trava a prosperidade económica e a atratividade do país.

O referendo tinha como alvo os altos vencimentos dos patrões das multinacionais instaladas na Suíça, que ascendem a dezenas de milhões de francos suíços por mês e que são frequentemente denunciados pela esquerda.

Em 2014, os suíços voltam a ter de se pronunciar sobre os salários. Desta vez, para responder a uma iniciativa, lançada pela União Sindical Suíça (USS), que exige que o salário mínimo mensal seja de 4000 francos suíços (3333 euros) por 42 horas de trabalho semanal.

No referendo de hoje, os suíços votaram ainda contra duas outras medidas: dedução fiscal das famílias que não têm filhos em creches, com 58% dos votos; e o aumento da taxa anual de autoestradas para os 100 francos suíços (cerca de 80 euros), face aos 40 francos atuais, rejeitado por 60% da população.
fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

publicado por adm às 23:31 | comentar | favorito