CDS quer discutir salário mínimo com patrões e sindicatos

O CDS manifestou abertura para discutir o salário mínimo na concertação social ainda antes da votação final do Orçamento do Estado, prevista para a próxima semana, revelou o secretário-geral da UGT.

“Na nossa opinião, esta abertura significa compreensão pelas premissas e pelos pressupostos que nós colocámos em cima da mesa. Para nós, é uma bandeira”, declarou Carlos Silva, no final de uma reunião com o líder parlamentar do CDS, Nuno Magalhães.

A UGT pretende que seja cumprida a promessa de aumentar o salário mínimo dos actuais 485 euros para os 500 euros, já em Janeiro.

O líder parlamentar do CDS promete colaborar para um consenso sobre o salário mínimo nacional na concertação social.

“O CDS acredita que quem paga os salários são as empresas e, portanto, deve ser em sede de concertação social que deve e pode ser valorizada nessa matéria qualquer decisão desse aumento do salário mínimo nacional, conforme a UGT quer”, disse Nuno Magalhães aos jornalistas.

O deputado centrista frisa o “compromisso” e a “vontade” do seu partido em “tudo fazer” para que, juntamente com patrões e sindicatos, seja possível atingir uma “solução de consenso em sede de concertação social”.

“Disse à UGT que nós não acreditamos numa economia de salários baixos e que, portanto, nesse esforço de concertação, na concertação e em sede de concertação contaria obviamente com o CDS para soluções de consenso, construtivas, entre  os parceiros sociais”, salientou Nuno Magalhães.

Por seu lado, o secretário-geral da UGT desafiou o CDS a passar das palavras aos actos e a apresentar contrapartidas às propostas sindicais. “O diálogo sem contrapartidas, o diálogo pelo diálogo é uma coisa vazia de sentido”, sublinha.

Se o CDS defende os pensionistas e reformados e se se preocupada com os trabalhadores, questiona Carlos Silva, então porque é que no Governo não consegue fazer vencer as suas posições.

fonte:http://rr.sapo.pt/in

publicado por adm às 22:56 | comentar | favorito