Governo admite que salários entre 600 e 700 euros são os mais penalizados pelos cortes

Segundo dados do próprio Governo, os funcionários públicos com salários entre 600 e 700 euros brutos vão ser os mais penalizados pelos cortes previstos no Orçamento do Estado para o próximo ano, quando se compara 2012 com 2014.

Num comunicado enviado às redacções, o gabinete do secretário de Estado da Administração Pública não especifica o número de funcionários públicos que se encontram no patamar entre 600 e 700 euros. O documento apresenta somente gráficos de linhas, que permitem concluir que estes salários saem mais penalizados que os vencimentos superiores [ver quadro no fim deste artigo].

Em sentido inverso, o comunicado refere que "os trabalhadores que antes de qualquer redução auferiam acima dos 700 euros mensais [em 2012] continuam a receber um salário anual superior em 2014".

Este comunicado surge depois de o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, ter afirmado esta semana, durante uma visita ao México, que os funcionários públicos e pensionistas não iam sofrer mais cortes em 2014 do que os aplicados em 2012. Também esta semana, a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, referiu que o Governo tem sensibilidade social, apesar de o Orçamento conter medidas "duras".

De acordo com a proposta de Orçamento do Estado para 2014, os funcionários públicos vão sofrer cortes entre 2,5% e 12%, que começam nos 600 euros brutos [pode utilizarAQUI um simulador desenvolvido pela Renascença]. 

A medida destina-se a substituir os cortes que estão em vigor feitos pelo anterior Governo de José Sócrates, que aplicou uma redução entre 3,5% e 10% a partir dos 1.500 euros.

Em 2012, o Governo de Passos Coelho suspendeu o pagamento de parte ou da totalidade dos subsídios de férias e Natal dos funcionários públicos e pensionistas. O Tribunal Constitucional autorizou a medida para 2012, mas obrigou à reposição de um dos subsídios no ano seguinte.

Em baixo, podem consultar o gráfico que consta do comunicado enviado pelo Governo às redacções.


 

fonte:http://rr.sapo.pt/i

publicado por adm às 00:11 | comentar | favorito