Governo pondera cortes de 60% nos salários após um ano

Os funcionários públicos que fiquem, ao fim de um ano, na mobilidade, podem ver os seus salários reduzidos em 60 por cento. A possibilidade configura numa alternativa que foi discutida em conselho de ministros.

A opção, vista como um plano B, é uma das soluções ponderadas pelo executivo face ao chumbo do Tribunal Constitucional à proposta de despedimento de funcionários públicos.

Em cima da mesa estará a possibilidade de cortar em 60 por cento os salários dos funcionários públicos que se mantenham na mobilidade ao fim de um ano, pode ler-se na Renascença.

Em nota emitida no final do conselho de ministros, o Governo explica que a remuneração mais alta não ultrapassaria os 838,44 euros e a mais baixa não seria inferior aos 485 euros.

Os funcionários públicos manteriam, apesar das condicionantes ao fim de um ano na mobilidade especial, o vínculo ao Estado, podendo trabalhar no privado.

Os cortes na mobilidade compreendem duas fases. Na primeira, que seria de 12 meses, intercalados ou consecutivos, o salário seria cortado, desde logo, em 40 por cento. No final desta fase, ou seja, dos referidos 12 meses, a redução salarial passa dos 40% para os 60 por cento.

Por exemplo, quem ganhe agora mil euros passaria a ganhar 600 euros na primeira fase, durante 12 meses, mas na segunda fase o corte faria com que passasse a receber 400 euros, o que só não acontece devido ao teto mínimo ser de 485 euros, valor esse que passaria a receber ao fim de 12 meses na mobilidade.

A proposta deve ser debatida com os sindicatos da função pública ainda esta quinta-feira.

fonte:http://www.abola.pt/

publicado por adm às 20:43 | comentar | favorito